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Estudantes de Coimbra criam aplicação para encontrar arte urbana nas ruas

A aplicação Wander permite fotografar obras de arte urbana e registar a localização para que outros utilizadores as possam encontrar. “É uma mistura de Instagram com Google Maps.”

José Braga conhecia vários artistas de rua em Coimbra que “sentiam que não estavam a ser valorizados”. “Havia pessoas que seguiam o trabalho deles no Instagram e que lhes perguntavam onde ficavam alguns dos sítios onde faziam os graffiti”, conta ao P3 o estudante de 20 anos. Wander, a aplicação que desenvolveu com os colegas Diogo Antunes, João Borges, José Simões e Rodrigo Martins para a cadeira de Processos de Gestão e Inovação – disciplina inserida no 3.º ano da licenciatura em Engenharia Informática, na Universidade de Coimbra –, quer ajudar a acabar com essa situação.

Quem criar uma conta na app pode tirar uma fotografia a uma obra de arte urbana que encontre na rua e publicá-la, indicando o autor e fornecendo uma pequena descrição. A localização fica disponível num mapa e pode ser consultada por outros utilizadores. Um conceito “simples”, acredita José Braga, movido apenas pela “paixão de partilhar arte urbana” e pela vontade de facilitar a descoberta da mesma. “É uma mistura de Instagram com Google Maps”, brinca.

PÚBLICO - Os utilizadores podem fotografar diferentes <i>graffiti</i> que encontram nas ruas e adicionar a localização.
Os utilizadores podem fotografar diferentes graffiti que encontram nas ruas e adicionar a localização. Wander
PÚBLICO - A localização das fotografias fica disponível num mapa para que outros utilizadores possam encontrar as obras.
A localização das fotografias fica disponível num mapa para que outros utilizadores possam encontrar as obras. Wander
PÚBLICO - A aplicação não pede praticamente nenhum dado pessoal. Em vez disso, as pessoas podem adicionar o "nome de rua" ou a cor preferida. "O perfil é pouco pessoalizado mas suficiente para distinguir as pessoas umas das outras", argumenta José Braga. "Isso é o que basta."
A aplicação não pede praticamente nenhum dado pessoal. Em vez disso, as pessoas podem adicionar o "nome de rua" ou a cor preferida. "O perfil é pouco pessoalizado mas suficiente para distinguir as pessoas umas das outras", argumenta José Braga. "Isso é o que basta." Wander
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Se o modo de utilizar a aplicação não tem nada que saber, o registo não é muito mais complicado. José Braga quis reduzir tudo ao essencial, pelo que a Wander “corta com a parte chata das redes sociais”. “Não há processos demorados e irritantes” para uma pessoa criar um perfil: basta escolher um nome de utilizador e definir a palavra-passe (também é possível definir o “nome de rua” e a cor favorita). Igualmente de fora fica “a parte de seguir e não seguir” outros utilizadores. Tudo para “simplificar o processo ao máximo” e “aproximar as pessoas da arte”.

Os membros da equipa por detrás da aplicação não desenvolvem trabalho enquanto artistas de rua, mas o fascínio pelos graffiti que encontram nas ruas de Coimbra por onde caminham diariamente começou cedo. “Somos artistas virtuais e temos amigos no ramo da pintura”, explicam. “A arte urbana apela-nos muito e salta à vista sempre que damos de caras com ela”, conclui José Braga.

Para já, os utilizadores da Wander são predominantemente de Coimbra, mas, refere José Braga, a aplicação está construída para ser utilizada “a uma escala mundial” e já começam a ser recolhidas contribuições “de Norte a Sul do país”. Está actualmente disponível para Android e a equipa quer desenvolver uma versão para iOS no futuro.

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