A história do azeite conta-se num museu com a Serra da Estrela à vista

João Morgado
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O Museu do Azeite, em Bobadela, era um sonho do proprietário, António Dias, que tinha um espólio a traçar a produção de azeite, deste os Romanos até à contemporaneidade. “O conceito do espaço foi desenhado como uma metáfora, deveria ser uma imagem icónica que as pessoas facilmente reconhecessem”, começa por dizer o arquitecto responsável pelo projecto, Vasco Teixeira. Neste caso, a imagem era um ramo de oliveira. A Vasco Teixeira foi pedido que transmitisse “a história do azeite, através de salas que fossem desenhadas de forma cronológica”. A forma como o azeite estreita ao longo do processo de produção foi o mote para a zona central do museu, com a qual todas as salas comunicam, a terminar de forma afunilada e voltada para a Serra da Estrela.

O programa das salas foi distribuído ao arquitecto que, a partir daí, começou a imaginar a forma do museu: “um bocado como trabalhar ao contrário, adequar o programa a uma ideia pré-concebida”. O manancial de artefactos exigia determinado espaço de sala, mas "o terreno era finito, pelo que o edifício foi aumentado até ao máximo que se permitia".

O projecto começou a ser planeado em 2012, mas este só viria a ser inaugurado já completo em 2019. Inicialmente, a ideia era usar betão pigmentado na construção. Contudo, tal não foi considerado financeiramente viável e os planos alteraram-se: a estrutura dividiu-se entre edifícios somente de betão e outros de "uma construção tradicional de betão e tijolo". No espaço deste Museu do Azeite há ainda uma loja, um auditório e um restaurante.

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