Homem suspeito de tentar matar ex-mulher e ex-sogra encontrado morto

As vítimas, de 54 e 73 anos, já estão fora de perigo e só regressaram a casa porque o agressor ainda não tinha sido localizado e detido.

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PAULO PIMENTA

O homem que andava a monte e era suspeito de tentativa de homicídio da ex-mulher e da ex-sogra, em Reguengos de Monsaraz (Évora), foi encontrado morto na quarta-feira à noite, revelaram esta quinta-feira a PJ e a GNR.

Fonte da Polícia Judiciária disse à agência Lusa que o homem, de 51 anos, foi encontrado morto em casa, em Reguengos de Monsaraz. “Encontrámos o suspeito morto, na sua própria casa, e, para o efeito, utilizou uma arma de fogo”, indicou a fonte.

Fonte do Comando Territorial de Évora da GNR explicou que, na quarta-feira à noite, a Polícia Judiciária solicitou a colaboração dos militares da guarda para esta operação.

O óbito foi confirmado às 06:00 de hoje e, a seguir, o corpo foi levado para os serviços de medicina legal do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), onde vai ser realizada a autópsia, indicou a GNR.

Segundo a fonte da PJ, a ex-mulher e a ex-sogra deste homem, com 54 e 73 anos, respectivamente, que foram atingidas com disparos de uma arma de fogo e ficaram em estado grave, já estão “completamente fora de perigo”.

“As vítimas ainda não regressaram a casa por motivos óbvios, porque o agressor ainda não tinha sido localizado e detido”, limitou-se a esclarecer a fonte da PJ, sem adiantar mais pormenores.

Os crimes ocorreram a 10 de Novembro, na casa da ex-mulher do suspeito, onde esta vivia com a mãe, na pequena aldeia de Cumeada, no concelho de Reguengos de Monsaraz.

No dia 27 de Novembro, o sobrinho do suspeito foi detido pela PJ e presente ao Tribunal de Évora que, no dia a seguir, lhe decretou a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.

Em comunicado, publicado na sua página de Internet, no dia 29 de Novembro, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora revelou que o homem, de 38 anos, foi indicado pela prática de dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada.

“O juiz decidiu aplicar ao arguido a medida de coação de prisão preventiva por entender verificar-se, em concreto, perigo de continuação da actividade criminosa e perigo de perturbação do inquérito e da instrução do processo, nomeadamente perigo para a aquisição, conservação e veracidade da prova”, pode ler-se.

Segundo o DIAP, o arguido, “na sequência de adesão a plano traçado” pelo suspeito agora encontrado morto e que acompanhou, terá agido “com o propósito” de “tirar a vida a duas pessoas do sexo feminino, uma das quais sua familiar”. E também de causar às mulheres “grande sofrimento físico e psíquico, provocando-lhes ferimentos, incluindo com recurso a arma de fogo, que só não lhes provocaram a morte, resultado que era por ambos pretendido, devido à intervenção de terceiros e à pronta assistência médica”, acrescentou o DIAP.