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Prescrição electrónica de receitas desligada até às 8h de domingo

Sistema vai estar 18 horas sem funcionar e farmácias apelam a que utentes com receita electrónica tentem aviar medicamentos antes desta pausa. Durante a tarde e noite são previsíveis “grandes atrasos” decorrentes da confirmação telefónica dessas prescrições.

Medicamento farmacêutico
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Rui Gaudêncio

Os sistemas informáticos de suporte às receitas electrónicas vão ser desligados entre as 14h deste sábado e as 8h de domingo, alertou a Associação Nacional de Farmácias, que pediu aos doentes para tentarem aviar antes as receitas. O Ministério da Saúde confirmou, em comunicado, a intervenção e informou que foi criado um plano de contingência para minimizar os impactos.

Em comunicado, a Associação Nacional de Farmácias (ANF) refere que a informação de que os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) vão desligar aqueles serviços informáticos lhe chegou através de um e-mail enviado ao final da tarde (18h43 horas) de sexta-feira. Já o SPMS, em comunicado entretanto divulgado, diz que “a preparação desta intervenção decorre há várias semanas, envolvendo as diversas instituições do Serviço Nacional de Saúde, Associações Nacionais e Ordens Profissionais em todo o processo, de forma a mitigar possíveis constrangimentos através da activação das medidas de contingência necessárias”.

Perante a situação, a ANF delineou, entretanto, um plano para reforçar as equipas de forma a garantir resposta aos doentes urgentes que se apresentem naquele período com receita electrónica nos telemóveis. Prevendo “grandes atrasos” decorrentes da confirmação telefónica dessas prescrições, a ANF recomendou aos doentes que já possuam receita médica que as procurassem aviar até às 13h horas deste sábado.

“É incompreensível que um sistema crítico desta importância para a saúde das pessoas não disponha de redundâncias que evitem a sua total paralisação por um período contínuo de 18 horas”, critica o director de Sistemas de Informação da ANF, Miguel Lança, citado num comunicado enviado à Lusa.

O mesmo responsável considera ainda ser “inaceitável” que “um distúrbio desta magnitude” no sistema de suporte às receitas médicas apenas seja comunicado “subitamente, de véspera”, impedindo médicos, farmácias e os próprios doentes “de planificarem alternativas”.

Sem risco para cidadãos, diz Ministério da Saúde

Depois de a Associação Nacional de Farmácias vir a público dar conta da intervenção, o SPMS emitiu um comunicado. Nele informa que será feita uma intervenção técnica de “elevada complexidade” no sistema informático que suporta os sistemas e serviços digitais do Serviço Nacional de Saúde, com o objectivo de "melhorar a performance, ampliando a acessibilidade e beneficiando todo o sistema informático”.

O plano de contingência criado pelo Ministério da Saúde, que estará em vigor entre as 14h de sábado e as 8h de domingo, garante que não haverá risco de algum “cidadão ficar sem acesso a cuidados de saúde” nem a “dispensa de medicamentos”.

“A escolha do horário em que decorre a intervenção foi a pensar na redução do eventual impacto na vida dos cidadãos e de acordo com os vários fusos horários dos técnicos especialistas internacionais envolvidos, remotamente, nesta intervenção”, justifica o SPMS.

No comunicado agora divulgado, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde garantem que “nenhum cidadão irá ficar sem acesso a cuidados de saúde e de dispensa de medicamentos”.

Notícia actualizada às 17h03 com o comunicado do SPMS

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