Azeredo e Luís Vieira pediram abertura de instrução no caso de Tancos

Outro acusado, o major Vasco Brazão, antigo investigador e ex-porta-voz da Judiciária Militar, vai solicitar o mesmo esta quarta-feira.

José Alberto Azeredo Lopes
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Ex-ministro Azeredo Lopes na comissão parlamentar de inquérito a Tancos Daniel Rocha

O ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes e o antigo director da PJ Militar Luís Vieira, acusados no caso do furto e achamento das armas em Tancos, já requereram a abertura de instrução, indicaram fontes judiciais.

Os arguidos entregaram o Requerimento de Abertura de Instrução (RAI), uma fase facultativa do processo, dirigida por um juiz, e que serve para os arguidos contestarem a acusação e assim tentarem evitar ir a julgamento.

O juiz de instrução João Bártolo tinha alargado até esta segunda-feira, dia 25 de Novembro, o prazo para entrega dos RAI, mas as defesas ainda têm mais três dias mediante o pagamento de multa.

O advogado do ex porta-voz da Polícia Judiciária Militar (PJM) Vasco Brazão disse à Lusa que irá entregar o requerimento ao tribunal esta quarta-feira.

O processo tem 23 acusados, entre as quais Azeredo Lopes, que se demitiu do cargo em Outubro de 2018 na sequência das relevações e da polémica em torno do caso.

Aos arguidos são imputados crimes de terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, receptação e detenção de arma proibida.

Nove dos 23 arguidos foram acusados de planear e executar o furto do material militar dos paióis nacionais e os restantes 14, entre eles o ex-ministro Azeredo Lopes, da encenação que esteve na base da recuperação do equipamento.

O caso do furto das armas em Tancos foi tornado público pelo Exército a 29 de Junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a alegada recuperação e achamento do material de guerra furtado ocorrido na região da Chamusca, no distrito de Santarém, em Outubro de 2017, numa operação que envolveu a Polícia Judiciária Militar, em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

Vários altos responsáveis da PJ Militar e elementos da GNR de Loulé foram também acusados neste processo.

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