Juventus vira o jogo sem Ronaldo e com polémica

Higuaín foi decisivo no campo da Atalanta.

Higuaín festeja neste sábado
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Higuaín festeja neste sábado LUSA/PAOLO MAGNI

A Juventus venceu a Atalanta, por 1-2, neste sábado, em jogo da ronda 13 da Liga italiana. Com este resultado, a equipa de Turim segura a liderança do campeonato e pressiona o Inter, que ainda defronta o Torino.

Na viagem a Bérgamo, a Juventus esteve sem Cristiano Ronaldo. Com problemas físicos, o português não participou num jogo globalmente fraco da Juventus, pouco capaz de criar boas jogadas e sempre refém de iniciativas individuais, mas que voltou a vencer, com maior ou menor dificuldade.

A Atalanta até poderia ter-se adiantado antes dos 20 minutos, mas Barrow atirou um penálti à trave. O mesmo Barrow acabou por fazer a diferença no início da segunda parte, fazendo um bom cruzamento para a finalização de Gosens, de cabeça – Cuadrado distraiu-se na marcação e deixou o alemão sozinho.

A verdadeira animação do jogo chegou já dentro dos últimos 15 minutos, com várias peripécias. Aos 75’, a Juventus chegou ao golo da única forma que parecia possível: de forma atabalhoada. Um lance confuso, com vários ressaltos, terminou com Higuaín a rematar contra Palomino, enganando o guarda-redes da Atalanta.

Pouco depois começou a polémica. Primeiro, com o VAR a considerar que Emre Can cometeu penálti, num lance em que cortou a bola com o braço. O árbitro Gianluca Rocchi foi ver o lance ao monitor e considerou que não houve ganho de volumetria, contrariando a indicação do VAR.

Dois minutos depois, Cuadrado cortou a bola com a mão e, na sequência da jogada, houve golo de Higuaín. Um lance aparentemente óbvio de intervenção do VAR acabou por ser validado, porque, no decorrer da jogada, houve um jogador da Atalanta momentaneamente com posse de bola, impedindo o VAR de actuar em irregularidades anteriores a esse momento. Apesar dos muitos protestos - que até valeram cartões -, o árbitro validou o bis de Higuaín. Já com a Atalanta virada para o ataque, à procura do empate, Dybala “matou” o jogo, aos 90+3’.