Sporting conquista de novo título europeu de judo

O Benfica falhou a medalha de bronze na variante feminina.

O Europeu de clubes de judo decorreu em Odivelas
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O Europeu de clubes de judo decorreu em Odivelas LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

O Sporting revalidou neste sábado o título europeu de clubes de judo, ao voltar a derrotar os russos do Yawara Neva, por 3-2, na final da Liga dos Campeões de 2019, que se disputou em Odivelas.

Na reedição da final do ano passado, em Bucareste, na qual o Sporting se sagrou pela primeira vez campeão europeu, os triunfos dos judocas Kherlen Ganbold, João Martinho e Nikoloz Sherazadishvili valeram a revalidação do título, apesar das derrotas de João Fernando e do campeão mundial Jorge Fonseca.

A equipa georgiana do Golden Gori, eliminada nos quartos-de-final pelo Sporting, e o Estrela Vermelha, da Sérvia, garantiram as medalhas de bronze na competição masculina, que se disputou no pavilhão Multiusos de Odivelas.

Já a equipa feminina do Benfica falhou a conquista do bronze ao perder com as romenas do Cluj-Napoca por 3-2. As judocas “encarnadas”, que perderam nas meias-finais com o Valência, começaram mal a eliminatória com o clube romeno.

A vice-campeã olímpica italiana e oitava do ranking mundial, Odette Giuffrida (-52kg), perdeu por ippon com Andreea Chitu, 21.ª da hierarquia, após ter conquistado um primeiro waza-ari.

A eliminatória viria a complicar-se ainda mais com a derrota de Telma Monteiro, medalha de bronze no Rio 2016, em -57kg, frente a Loredana Ohai, igualmente por ippon, quando faltava um minuto e 31 segundos para o fim do combate.

Ao terceiro duelo da eliminatória, a judoca holandesa Juul Franssen, quarta melhor do mundo em -63kg, reduziu a desvantagem diante de Stefania Dobre (56.ª), com um waza-ari, seguido de ippon.

No combate mais longo de todo o dia, com mais de nove minutos de duração, Bárbara Timo empatou a eliminatória e colocou o pavilhão Multiusos de Odivelas ao rubro, com um fantástico ippon no confronto com Kaho Yonezawa.

Rochele Nunes (+78kg) foi a última esperança “encarnada” a entrar em acção, diante da japonesa Iori Suzuki, mas um waza-ari sofrido a apenas nove segundos do fim do tempo regulamentar impediu o Benfica de se estrear na Liga dos Campeões com uma medalha de bronze.