Laboratório português antidopagem volta a ter acreditação internacional

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto falou de “uma boa notícia no combate à batota”.

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O laboratório português tinha sido suspenso em 2016 REUTERS/LUCY NICHOLSON

O Laboratório de Análises de Dopagem de Lisboa vai ter, novamente, acreditação internacional por parte da Agência Mundial Antidopagem (AMA). A confirmação foi dada, nesta quinta-feira, pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, à margem da assinatura de um protocolo de cooperação na luta contra o doping

“Para além da assinatura deste protocolo entre o Comité Olímpico de Portugal (COP) e a Autoridade Antidopagem de Portugal (ADOP), tenho outra boa notícia: se tudo correr dentro da normalidade, no primeiro trimestre de 2020 o nosso laboratório receberá a acreditação internacional”, revelou. E prosseguiu: “É o resultado do investimento que foi feito em termos humanos e técnicos, de acordo com as exigências da AMA”. “São boas notícias no combate à batota”, terminou.

O laboratório português tinha sido suspenso em 2016, por falta de cumprimento dos padrões exigidos pela AMA, tendo sido, já em 2018, retirada, formalmente, a acreditação

ADOP e COP “fizeram as pazes"

A cerimónia de assinatura do protocolo entre o Comité Olímpico e a Autoridade Antidopagem acabou por ser a confirmação de “pazes” feitas entre as duas entidades. Depois de alguns anos de parca colaboração, o recém-eleito presidente da ADOP, Manuel Brito, estreitou a relação com o COP e falou de uma “nova fase”.

“A ADOP não pode estar de costas voltadas para o COP. Agora, estamos noutro tempo”, congratulou-se, apontado as principais prioridades de um protocolo assinado a poucos meses dos Jogos Olímpicos: “A ADOP continuará a intensificar os controlos antidopagem. Antes de partirem para Tóquio, os nossos atletas têm de ser controlados e estar em condições (…) queremos atletas limpos, mas também atletas sãos: a luta antidoping é importante na competição, mas também na saúde pública. As aplicações de substâncias dopantes são diferentes – podem ser pelos resultados desportivos ou por imagem corporal –, mas a máfia é a mesma”.

Também José Manuel Constantino, do COP, recordou a falta de cooperação nos últimos cinco anos, abordando, depois, as principais áreas de actuação do protocolo assinado. “O combate à dopagem tem natureza sancionatória, mas também educativa, que é a que nos diz respeito. Temos a obrigação de informar atletas e treinadores das regras e das consequências, para que ninguém possa dizer “não sabia””, explicou, referindo-se às acções de formação organizadas, conjuntamente, entre as duas entidades e que serão dadas, nas próximas semanas, aos atletas integrados na missão olímpica 2020.