Sobre a noite passada: Boar on the floor!, ou como Succession é o melhor filtro para o mundo em 2019

Dez episódios de mobília humana, fungos benignos, sacrifícios de sangue, crimes e milionários conservadores. Até os sociólogos já foram chamados a responder à pergunta “por que é que gostamos de Succession?”, a série cuja segunda temporada chegou agora ao fim.

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Kendall, Roman, Shiv, Connor, Gerri, Tom e, claro, o primo Greg. Um elenco de oportunistas, crustáceos do Titanic que é o grupo de média conservador comandado por Logan Roy, parasitas da série Succession, cuja segunda temporada chegou agora ao fim na HBO Portugal. São os Murdoch, são os Trump, são os rostos que o espectador quiser colar a estes retratos asquerosamente adoráveis do nepotismo dos 1%. O aviso estava feito depois de uma temporada de luta pela sucessão de Logan e pela própria sobrevivência da natureza familiar da empresa: ia haver um “sacrifício de sangue”. O festim desta temporada, deliciam-se os críticos, foi “maravilhoso”, “gratificante”, “extraordinário”.