Redenção para Vasco Alves e Rita Costa Marques

Conquistam Taça da Federação – BPI em Tróia depois das finais perdidas

Rita Costa Marques e Vasco Alves, os novos detentores da Taça © FILIPE GUERRA/GOLFTATTOO/FPG
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Rita Costa Marques e Vasco Alves, os novos detentores da Taça © FILIPE GUERRA/GOLFTATTOO/FPG

Vasco Alves, do Oporto GC, e Rita Costa Marques, do CG Miramar, venceram esta quarta-feira a 33.ª Taça da Federação Portuguesa de Golfe – BPI, no percurso do Tróia Golf, batendo Ricardo Garcia (CG Ilha Terceira) e Sara Gouveia (Quinta do Lago) nas provas masculina e feminina. Receberam o troféu das mãos do presidente da FPG, Miguel Franco de Sousa. 

Ambos os novos campeões tiraram partido da experiência passada em finais da Taça para conquistarem os primeiros ‘majors’ das suas carreiras. 

Rita Costa Marques, 16 anos feitos em Agosto, já tinha estado no jogo de atribuição do título em 2015 (Estela GC) e 2016 (Ribagolfe II), perdendo então para Leonor Bessa e Beatriz Themudo, respectivamente. Vasco Alves, 19 anos, estivera na final do ano passado, sendo então batido pelo surpreendente Hugo Teixeira, do CG Montado. 

As duas finais hoje realizadas em 36 buracos, debaixo de forte vento, tiveram assim para eles um sabor de desforra e redenção. E foram altamente emotivas, com a incógnita quanto ao desfecho a manter-se até além das duas voltas regulamentares. 

O ‘match’ entre Vasco Alves e Ricardo Garcia, campeão nacional Sub18, só se decidiu a favor do primeiro no 39.º buraco, o terceiro do ‘play-off’. Os buracos de desempate foram o 1, o 2 e o 3. O novo detentor da Taça finalizou os primeiros 18 buracos a perder por 3, mas empatou a contenda ao fazer dois ‘birdies’ entre os buracos 7 e 9 dos segundos 18. 

Em senhoras houve outro grande encontro, apenas decidido no 36.º e último buraco, a favor de Rita Costa Marques, por 1 up. A atleta do CG Miramar chegou a estar a perder por 4 para Sara Gouveia nos primeiros 9 buracos de jogo, mas conseguiu, tal como Vasco Alves em homens, operar a reviravolta. Os primeiros 18 buracos terminaram já com um empate ‘all square’.

Para Sara Gouveia, foi a segunda final perdida – a primeira foi em 2017, no Estela Golf Club, frente a Sofia Sá (Quinta do Peru), que a própria eliminou desta vez nas meias-finais. Sofia Sá, apesar dos seus apenas 15 anos, apresentou-se nesta edição como a bicampeã em título. Quanto a Hugo Teixeira, que era o campeão em título, esteve ausente da competição. 

DECLARAÇÕES DOS VENCEDORES 

Vasco Alves

“Sinto-me muito bem. A final foi muito dura, foram 39 buracos, com condições difíceis, estava muito vento. Foi muito renhido, qualquer um de nós os dois podia ter vencido.” 

“O ano passado entrei na final muito mais ansioso, porque nunca tinha estado numa situação parecida – e acho que o meu jogo, então, não saiu. Este ano, saiu como esperava. Entrei ansioso, mas isso é inevitável, mas mantive sempre a cabeça calma, a pensar ‘shot’ a ‘shot’” 

“Sou estudante universitário de engenharia mecânica, mas não ponho de parte o profissionalismo no golfe. Tenciono terminar o meu curso por volta dos 23, 24 anos e depois ponderar tornar-me jogador profissional.” 

Rita Costa Marques

“Foi um dia comprido, mas com um final feliz. Não estive nada bem nos primeiros nove buracos, tive mesmo de me esforçar para não entrar numa espiral negativa, mas consegui dar a volta e a partir daí foi muito equilibrado. Mantive sempre uma atitude super-positiva.” 

“Acho que foi a vitória mais importante de todas as que conquistei, não só pelo nível da competição, mas também por ser um objectivo enorme que eu tinha. Já tinha ido duas vezes à final e desta vez consegui ganhar. Sempre foi um torneio com o qual tive uma grande ligação.”

DECLARAÇÕES DOS VICE-CAMPEÕES 

Ricardo Garcia

“Comecei muito bem, ao fim dos primeiros 18 buracos ia ganhar por 3 up, mas sabia que nada estava ganho. O Vasco entrou bem nos segundos 18 buracos, fez dois birdies entre os buracos 7 e 9 e empatou. No play-off, eu podia ter ganho no 2, mas falhei um ‘putt’ pequeno e ele aproveitou no 3 e ganhou com par. 

“Claro que o objectivo era ganhar, mas acho que o segundo lugar também não é nada mau. Há que trabalhar para conseguir melhor para a próxima.” 

Sara Gouveia 

“O balanço só pode ser positivo, porque fiz sete voltas de golfe, com resultados sempre muito próximos do Par, e o jogo foi muito consistente. Na final joguei bem tanto de manhã como de tarde mas não converti tantas oportunidades e a Rita foi aproveitando.” 

“Foi um degrau grande que subi neste torneio, porque o que esteve melhor nem foi o jogo, foi a cabeça, e a partir daí tudo o resto veio de encontro ao que eu queria. Definitivamente, saio mais motivada e confiante.”

 

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