Sp. Braga não é candidato ao título mas jogou como se fosse

Fransérgio, Hassan e Wilson Eduardo foram os autores dos golos da equipa de Ricardo Sá Pinto, Nenê reduziu para o Moreirense.

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LUSA/HUGO DELGADO

A afirmação saiu da boca de Ricardo Sá Pinto antes do jogo deste domingo, frente ao Moreirense, que marcou a estreia do Sporting de Braga no campeonato. Para o novo treinador dos bracarenses só há três candidatos ao título e o Sp. Braga não é um deles. Mas, para quem assistiu à exibição dos “arsenalistas” frente ao Moreirense, e que rendeu um triunfo folgado por 3-1, a declaração do técnico soa a falsa humildade.

Contra uma das “equipas sensação” da temporada transacta — o Moreirense — o Sp. Braga foi sempre melhor e mais forte. No primeiro tempo, encostou o seu adversário à sua baliza e na segunda parte, quando já estava em vantagem no marcador, apostou num futebol mais directo. Em qualquer das situações, os bracarenses superiorizaram-se de forma inequívoca ao Moreirense, que nunca tinha ganho no terreno do Sp. Braga e assim continuou — em dez jogos os homens da casa somavam sete triunfos contra três empates.

Na sua estreia como treinador do Sp. Braga na “pedreira”, Sá Pinto fez cinco alterações comparativamente ao jogo na Dinamarca com o Brondby, a contar para a primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga Europa — entraram para o “onze” Diogo Viana, Claudemir, João Novais, Murilo e Hassan.

E desde o primeiro minuto o Sp. Braga assumiu o comando do jogo. No entanto, apesar do domínio, os homens da casa revelaram alguma dificuldade em criar ocasiões de golo. Um remate de Ricardo Horta (29’) foi o primeiro verdadeiro lance de golo da partida, mas Passinato impediu os festejos.

Herói no duelo com Horta, o guarda-redes do Moreirense quase passou a mau da fita perto do intervalo, quando calculou mal a trajectória de uma bola bombeada para a sua área, deixando que ela embatesse na barra.

Mas a partida não iria para intervalo sem que o Sp. Braga conseguisse materializar a sua supremacia. Cruzamento longo para a área do Moreirense, assistência de Claudemir e Fransérgio apenas teve que desviar para a baliza.

Golaço de Wilson Eduardo

No segundo tempo, mais do mesmo. O Sp. Braga voltou a entrar melhor e um deslize Steven Vitória, que escorregou no momento errado, deu a Hassan a hipótese de aumentar a vantagem.

Se o Moreirense já não mostrava capacidade para reagir, a partir desse momento, deixou de haver dúvidas sobre quem seria o vencedor. Uma sensação que apenas se confirmou alguns minutos mais tarde quando o recém-entrado Wilson Eduardo assinou aquele que foi o golo da noite, num remate imparável, de fora da área.

Até final, assistiu-se a mais um par de lances perigosos junto da baliza de Passinato e ao golo de honra do Moreirense, já numa altura de descompressão dos “arsenalistas”, com a assinatura de Nenê, o avançado brasileiro que, apesar da idade não desaprende.