Ausência de Ronaldo de jogo em Seul gera acção em tribunal

Promotor do encontro particular diz que foi o avançado que não quis entrar em campo. Pedidos de indemnização já avançaram.

Fotogaleria
LUSA/KIM HEE-CHUL
Fotogaleria
LUSA/KIM HEE-CHUL

Alguns adeptos sul-coreanos decidiram tomar medidas legais com vista a obterem uma compensação pelo facto de Cristiano Ronaldo ter ficado no banco durante o jogo particular que a Juventus disputou com a K League All Stars, na semana passada. Isto porque, de acordo com a organização do encontro, o avançado português deveria ter jogado pelo menos 45 minutos.

Segundo a versão da The Fasta Inc., faria parte do contrato a obrigatoriedade de Ronaldo jogar uma das metades da partida disputada no World Cup Stadium, em Seul, que se encheu para assistir ao jogo.

Face à ausência do internacional português, que não saiu do banco, formou-se uma comunidade de protestos online e dois dos seus membros contactaram um advogado para mover uma acção judicial contra os organizadores do encontro.

“Muita gente comprou bilhetes para ver Ronaldo. A Fasta divulgou que tinha um acordo com a Juventus que estipulava que Ronaldo jogaria 45 minutos e que estaria presente numa sessão de autógrafos com os fãs”, explicou o advogado Kim Min-Ki à agência Reuters.

A agência Reuters tentou contactar The Fasta Inc., mas não obteve resposta, e os responsáveis da Juventus também não reagiram ainda.

No processo em causa reclama-se uma indemnização de cerca de 53 euros por bilhete, a que acrescem 760 euros pela “angústia” provocada pela decisão. “Normalmente, nestes casos é devolvido o valor do bilhete, mas eu enquadro este caso em circunstâncias especiais, já que a empresa promotora, através de publicidade enganosa, tirou vantagem dos fãs do jogador”, acrescentou o causídico.

Até à data, há apenas duas queixas formais, e as respectivas instruções para se avançar com o processo, mas Kim Min-Ki revela que tem recebido dezenas de chamadas e que acredita que o número de acções judiciais vai aumentar exponencialmente.

Para defender a sua tese de “angústia”, o advogado sublinha que muitos dos adeptos que o contactaram “são fãs fervorosos”. “Para eles, é muito doloroso, porque adoram Ronaldo e queriam aclamá-lo, mas não puderam, por causa das circunstâncias.”

O CEO da The Fasta Inc. confirmou à operadora SBS que o contrato previa mesmo uma participação de 45 minutos da estrela portuguesa e que só teve conhecimento de que isso não iria acontecer no início da segunda parte. “Quando fui pedir explicação a Nedved, vice-presidente da Juventus, tudo o que ele me disse foi: ‘Também queria que Ronaldo jogasse, mas ele não quer. Desculpe, mas não posso fazer nada.’ Também fiquei frustrado”, revelou Robin Chang.