Joana Matos Frias vence Grande Prémio de Ensaio da APE

O Murmúrio das Imagens, que indaga a relação entre poesia e imagem, em particular na obra de Ruy Cinatti, foi a escolha unânime do júri do Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho.

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Joana Matos Frias venceu o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho com o livro O Murmúrio das Imagens, centrado na relação entre poesia e imagem, que a Afrontamento publicou em dois volumes, o primeiro com o subtítulo Poéticas da Evidência e o segundo Modos de Ver [em] Ruy Cinatti, poeta ao qual a autora já tinha dedicado a sua tese de doutoramento: Retórica da Imagem e Poética Imagista na Poesia de Ruy Cinatti.

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Joana Matos Frias venceu o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho com o livro O Murmúrio das Imagens, centrado na relação entre poesia e imagem, que a Afrontamento publicou em dois volumes, o primeiro com o subtítulo Poéticas da Evidência e o segundo Modos de Ver [em] Ruy Cinatti, poeta ao qual a autora já tinha dedicado a sua tese de doutoramento: Retórica da Imagem e Poética Imagista na Poesia de Ruy Cinatti.

O livro de Joana Matos Frias foi a escolha unânime de um júri composto por Cândido Oliveira Martins, Isabel Cristina Rodrigues e José Carlos Seabra Pereira, que sublinharam, em acta, a “solidez e clareza da fundamentação teórica aduzida sobre um tema tão complexo (a relação multissecular entre imagem e poesia), fundamentação esta posteriormente canalizada para a (a todos os níveis) notável leitura crítica da obra poética de Ruy Cinatti.”

Instituído pela Associação Portuguesa de Escritores e patrocinado pela Câmara Municipal de Famalicão, o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, com uma dotação monetária de 7500 euros, foi criado em 2010 e distinguiu, desde então, obras de Vítor Manuel de Aguiar e Silva, Manuel Gusmão, João Barrento, Rosa Maria Martelo, José Gil, Manuel Frias Martins, José Carlos Seabra Pereira, Isabel Cristina Rodrigues e Helder Macedo.

Professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde se doutorou em 2006, Joana Matos Frias integra ainda o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, a Sociedade Portuguesa de Retórica e a rede internacional LyraCompoetics, dedicada à poesia moderna e contemporânea.

Especialmente interessada, enquanto investigadora, nas relações entre a poesia e outras artes, em particular a pintura, a fotografia e o cinema, tem estudos dedicados a um grande número de poetas, quer brasileiros, como Ronald de Carvalho, Murilo Mendes, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, J. Cabral de Melo Neto, Adélia Prado ou Ana Cristina César (de quem organizou em 2005 a antologia Um Beijo que Tivesse Um Blue), quer portugueses, de José Gomes Ferreira, José Régio e do já citado Ruy Cinatti a Eugénio de Andrade, Ruy Belo, Fiama Hasse Pais Brandão, Armando Silva Carvalho, Manuel António Pina ou Daniel Faria, entre vários outros.

Organizou em 2016 a antologia Passagens, que reúne poemas portugueses que estabelecem relações explícitas com as artes plásticas, e já co-organizara em 2010 a antologia Poemas Com Cinema, ambas publicadas pela Assírio & Alvim.

É ainda autora de O Erro de Hamlet: Poesia e Dialética em Murilo Mendes –​ que venceu em 2001, na categoria de Ensaio, o Prémio de Literatura Murilo Mendes, e foi publicado no ano seguinte pela editora brasileira 7 Letras –, do volume de ensaios Repto, Rapto (2014), do estudo Cinefilia e Cinefobia no Modernismo Português (2015) e do recente Ofício Múltiplo – Poetas em Outras Artes (Afrontamento, 2018), este último em colaboração com Rosa Maria Martelo e Pedro Eiras.