Farmácias reforçam stocks de medicamentos para prevenir impacto da greve de motoristas

“As farmácias estão a reforçar stocks e serviços de turno” com o objectivo de evitar grandes filas, diz Nuno Flora, secretário-geral da Associação Nacional de Farmácias.

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PAULO RICCA / PUBLICO

A expectativa das entidades que prestam socorro à população é que, tal como na paralisação de Abril dos motoristas de matérias perigosas, se volte a criar uma Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA) que dê prioridade, por exemplo, a veículos de bombeiros, protecção civil e até de distribuição de medicamentos. “Espero que esteja salvaguardada uma percentagem de combustível nas gasolineiras, que tenham sempre disponibilidade para os carros dos bombeiros”, diz ao PÚBLICO o presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, a propósito do pré-aviso de greve dos sindicatos dos motoristas de mercadorias e de matérias perigosas. Um protesto com início marcado para 12 de Agosto.

Da parte da Associação de Distribuidores Farmacêuticos (Adifa), a prioridade é a inclusão deste serviço na REPA. A Adifa garante ao PÚBLICO que tem “alertado para a necessidade de se manter o critério prioritário e que sejam definidos os procedimentos para o abastecimento das viaturas especializadas que são responsáveis pelo transporte diário dos medicamentos”. Mesmo assim, a Associação Nacional de Farmácias (ANF) está a tomar medidas de precaução: “As farmácias estão a reforçar stocks e serviços de turno” com o objectivo de evitar grandes filas, diz ao PÚBLICO Nuno Flora, secretário-geral da ANF.

Já a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil garante que “à semelhança dos procedimentos implementados anteriormente, está em permanente contacto com os restantes serviços do Estado”, como forma de garantir que “não exista impacto” na prestação dos serviços de emergência.

As empresas de transportes públicos é que não terão a vida tão facilitada. A Carris diz que “aguarda informação sobre a inclusão do serviço de transporte colectivo de passageiros nos serviços mínimos que venham a ser fixados pelo Ministério do Trabalho”. E, apesar da incerteza, garante que “tomará todas as medidas que estiverem ao seu alcance, de forma a minimizar o impacto [da greve] nos utilizadores dos transportes”.

Na greve de Abril passado, a Rede Expressos chegou a escrever na sua conta oficial no Twitter que teria de se “cingir a um planeamento dia-a-dia” em resposta a questões sobre o cumprimento dos serviços agendados para os dias da greve. O PÚBLICO contactou o Grupo Barraqueiro, responsável pela empresa, mas não obteve resposta.