Rui Rio no Twitter: ataques a jornalistas “tidos como próximos da maçonaria” e à “nova coqueluche” do PS

O líder do PSD não gostou das sondagens e passou ao ataque. Rio usa redes sociais para desferir acusações.

,Partido Social Democrata
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LUSA/EDUARDO COSTA

Em reacção às últimas sondagens, que confirmam a tendência do PSD abaixo dos 24% das intenções de voto, Rui Rio passou do humor ao ataque. Na sua conta oficial de Twitter, criticou a “importância” dada pela comunicação social às sondagens, ligando-o a interesses maçónicos: “Tenho, na minha ingenuidade, reparado que nestes cirúrgicos dias que antecedem o conselho nacional para a escolha dos deputados, alguns cirúrgicos jornalistas tidos como ligados à maçonaria dão mais cirúrgica importância às cirúrgicas sondagens da Pitagórica do que às outras”.

Na véspera, Rui Rio procurara desvalorizar as sondagens, brincando com a situação: “Com tantas sondagens que saem, pergunto se ainda vale a pena fazer eleições”.

Na verdade, não é a primeira vez que Rui Rio usa o Twitter para jogar ao ataque. O líder do PSD, que aderiu a esta rede social a 1 de Dezembro do ano passado, já deixou insinuações sobre adversários políticos como a ministra da Justiça, Francisca Van Dunen, ou o ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos.

“Com a aprovação da proposta do Governo de aumento do salário dos juízes, a sra. ministra, que pertence ao Supremo Tribunal de Justiça desde 2016, quando sair da função será promovida: irá ganhar mais do que o PM e ainda terá parte do salário livre de IRS”, escreveu, quando se debatia a questão do aumento dos salários dos juízes no Parlamento e que veio a ser aprovado contra a vontade dos sociais-democratas.

Uns meses antes, o destinatário foi o ministro das Infra-estruturas: “A nova coqueluche do PS, o senhor ministro Pedro Nuno Santos, não terá tido um sonho cor-de-rosa, ontem em Aveiro, imaginando-se num comício do BE? Pelo que disse e pela afluência ao mesmo”. Isto, referindo-se a declarações do socialista que defendera a necessidade de haver “uma linha divisória muito clara entre liberais e socialistas”, sendo secundado por Marisa Matias, do BE.

Quando António Costa ameaçou demitir-se por causa da eventual aprovação do descongelamento da totalidade do tempo de serviço congelado dos professores, Rui ironizava: “Amanhã segue-se o penúltimo episódio do thriller “Demissão sem justa causa”, com o protagonista a votar contra o que ele próprio diz defender. O pano cairá brevemente com a exibição da sondagem independente a atestar o êxito da série”.