Direito de Resposta

“Ministério Público investiga burla com vistos gold em negócio de 40 milhões” e “Braço direito de Stanley Ho sócio da empresa sob suspeita”, publicado a 29 de Junho 2019

1. Na edição física e online de 29 de Junho último do jornal “Público”, foi publicada uma reportagem que contém informações desvirtuadas e inverdades manifestas, que atingem a minha honra e o meu bom nome, pelo que, impõe-se, nos termos do artigo 24.° e seguintes da Lei de Imprensa, exercer o direito de resposta que me assiste:

2. Em momento algum, prévio à publicação do artigo em apreço, fui contactado directamente para o meu correio electrónico, ou por outra via, peta jornalista autora do referido artigo, pelo que não me foi permitido, a priori, exercer o contraditório em relação à informação que nele acabou por ser inserta.

3. Presido à Comissão Executiva da ESTORIL SOL III, sendo que o Presidente do Conselho de Administração da ESTORIL SOL SGPS, titulo que me foi imputado no mesmo artigo, é o Dr. Stanley Ho, que não tem qualquer relação direta ou indireta com a sociedade POAO II - INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS, LDA.

4. De facto, sou sócio da sociedade POAO II - INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS, LDA., tratando-se dum investimento de caráter pessoal, a título particular, que não tem qualquer relação com os cargos que exerço no grupo Estoril Sol, ou noutras entidades, como falaciosamente é referido no artigo em referência, não vislumbrando com que intuito.

5. Trata-se da participação pessoal num projeto que pretendia constituir alternativa à sobrecarga que se verificava nas lojas situadas no Martim Moniz, construindo-se um espaço onde a comunidade chinesa residente na área metropolitana de Lisboa pudesse desenvolver os seus negócios.

6. A comunidade chinesa, que baseia o seu tipo de negócio em estruturas familiares, tem vindo a crescer e as novas gerações, já formadas em Portugal, pretendem ter o seu espaço próprio de negócio, dotado de infraestruturas e condições condignas que não existem no Martim Moniz, face à exiguidade do espaço. Este sempre foi, e continua a ser, o objetivo do Centro POAO, designado como Centro Comercial, porque é disso que se trata, um Centro de Comércio, onde se possam realizar trocas comerciais nas melhores condições.

7. Não tirei, até ao momento, qualquer proveito financeiro do investimento realizado, estando, em conjunto com os demais sócios, a trabalhar no sentido de ultrapassar os resultados menos positivos, acreditando, contudo, na prosperidade do espaço e no projeto em desenvolvimento, não sendo a sociedade atualmente objeto de qualquer processo de insolvência, como pode ser confirmado, muito pelo contrário, é detentora de um património de valor elevado.

8. Considero a acusação de “burla”, associada ao meu nome, uma difamação lamentável, pois no âmbito da minha participação no capital da sociedade construtora do Centro POAO, jamais pratiquei qualquer ato ou omissão que possa ser qualificada como tal, pelo que repudio veemente todas as acusações que me vêm imputadas.

9. Estando em Portugal há mais de trinta anos, onde, como é do conhecimento público, tive e tenho a honra de ocupar cargos de responsabilidade e confiança, sempre pautei a minha atuação, quer no exercício da minha profissão, quer na prossecução de projetos em que a minha intervenção teve um papel secundário, por um elevado aprumo moral e com profissionalismo, respeitando, não só a lei portuguesa, como também os princípios morais que norteiam o labor da comunidade chinesa em Portugal.

Choi Man Hin