VianaPolis disponibiliza garrafões de água a moradores que resistem no prédio Coutinho

O Edifício Jardim, localmente conhecido como prédio Coutinho, tem desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis.

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Nelson Garrido

A VianaPolis disponibilizou este sábado garrafões de sete litros de água aos nove moradores que ainda ocupam seis fracções do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, que desde segunda-feira se recusam a abandonar o edifício, informou à Lusa fonte daquela sociedade.

Os garrafões de água foram colocados na entrada de cada um dos dois blocos do edifício para que os respectivos moradores tivessem acesso a eles, de forma a garantir que tenham água para consumo próprio uma vez que o fornecimento foi cortado na segunda-feira, disse a mesma fonte.

Num dos blocos, há quatro fracções habitadas por seis pessoas, e, no segundo bloco, duas fracções habitadas por três pessoas.

O fornecimento de electricidade e gás também já foi cortado, tendo a sociedade VianaPolis iniciado na quinta-feira os trabalhos de desconstrução das fracções desocupadas no prédio. 

O Edifício Jardim, localmente conhecido como prédio Coutinho, tem desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, mas a batalha judicial iniciada pelos moradores travou aquele projecto iniciado quando era António Guterres primeiro-ministro e José Sócrates ministro do Ambiente.

Para o local onde está instalado o edifício está prevista a construção do novo mercado municipal da cidade.

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