Opinião

Afinal somos todos euro-optimistas

A política europeia está em vias de se normalizar, no sentido em que cada vez mais ela será uma competição entre visões distintas da UE e cada vez menos uma discussão sobre se a UE deve ou não existir.

Um estudo do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa foi publicado na passada sexta-feira no Expresso, merecendo a chamada à capa: “Grande sondagem mostra que os portugueses são euro-otimistas”. “Em nove perguntas qualitativas sobre o projeto europeu”, os portugueses responderam que não querem sair da União Europeia nem do euro (90% no primeiro caso) e que desejam que a UE tenha mais capacidade de decisão em matéria económica e, sobretudo, que tenha mais integração política, estando mais próximos de defender a formação de uns Estados Unidos da Europa do que de defender a fragmentação da União Europeia. Apenas numa pergunta os portugueses se declaram insatisfeitos com o projeto europeu: consideram a União Europeia pouco democrática. E têm razão. Até agora, a União Europeia tem sido mais um “clube de democracias” do que uma democracia inteira.