“Falta de prova médica” não indica inexistência de tortura, diz comité europeu

Polícias foram condenados por agressões, mas o tribunal descartou que fosse tortura, tratamento cruel ou degradante. Nem sempre estes deixam marcas físicas, diz Comité Antitortura do Conselho da Europa ao PÚBLICO.

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Rui Gaudêncio

A falta de prova “médica não significa que não houve tortura ou tratamento desumano, cruel ou degradante”, diz o representante do Comité Antitortura do Conselho da Europa, Patrick Müller, contactado pelo PÚBLICO. “Há determinado tratamento cruel, desumano e degradante que não deixa marcas físicas visíveis”, explica.