Não há indícios de crime no caso de jovem seminua encontrada junto ao Queimódromo, no Porto

Declarações prestadas pela jovem e perícias realizadas no hospital não apontam para que tenha existido qualquer crime, mas apenas um caso muito elevado de intoxicação alcoólica.

A jovem foi transportada para o Hospital de Pedro Hispano
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A jovem foi transportada para o Hospital de Pedro Hispano Paulo Ricca/Arquivo

Não há indícios de crime no caso da jovem, de cerca de 20 anos, encontrada seminua e embriagada numa zona de vegetação, lateral ao Queimódromo, junto à Circunvalação, no Porto, na manhã desta quarta-feira. O estado da mulher, que estaria seminua, levantou suspeitas de que poderia ter sido alvo de uma agressão sexual, mas nem as declarações prestadas pela jovem estudante à Policia Judiciária nem as perícias entretanto realizadas no Hospital de Pedro Hispano, em Matosinhos, para onde foi encaminhada, apontam para qualquer crime, confirmou ao PÚBLICO fonte desta força policial.

O alerta foi dado por dois cidadãos que, por volta das 6h, se aperceberam da presença da jovem, que, segundo fonte da PSP, foi conduzida ao hospital por elementos de um carro-patrulha chamado ao local, a fim de realizar exames para avaliação do que era considerado um cenário provável de violação. Apesar de se encontrar desorientada, a estudante já foi identificada e estará acompanhada por familiares.

A jovem estaria fortemente alcoolizada e teve alguma dificuldade em prestar declarações, mas a hipótese de crime parece estar afastada. Apesar de estar exposta da cintura para baixo, a mulher tinha toda a sua roupa, havendo a possibilidade de ter sido ela mesma a despir-se por alguma razão e a não conseguir voltar a vestir-se, devido à forte influência do álcool.

Desde sábado que está a decorrer a Queima das Fitas na cidade do Porto, com o Queimódromo a concentrar os concertos que marcam as noites da celebração académica. Terça-feira foi o dia do cortejo, com os estudantes a percorrerem várias ruas do centro da cidade durante toda a tarde e até depois das 23h.

Contactado pelo PÚBLICO ao final da manhã, o presidente da Federação Académica do Porto (FAP), João Pedro Videira, disse que a confirmar-se a violação, seria “lamentável”. “Não temos informações além das que estão na comunicação social, e que apontam para um local fora do recinto. Lamentamos, caso tenha acontecido uma agressão, independentemente de envolver a Queima das Fitas. Não podemos ser tolerantes com este tipo de comportamento e temos feito um trabalho com as forças de segurança e a câmara municipal e outras entidades, no sentido de proporcionar uma Queima mais segura, mais confortável, para que as pessoas se possam divertir com toda a dignidade que merecem”, diz.