Djokovic e Federer impressionam em Madrid

João Sousa foi eliminado em singulares pelo francês Adrian Mannarino.

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LUSA/KIKO HUESCA

Se, em 2017, a decisão de não competir em terra batida conduziu Roger Federer à conquista do oitavo título em Wimbledon, já no ano passado o objectivo não foi concretizado. Razão pela qual o suíço preferiu competir nesta fase da época, embora pouco. Nesta terça-feira, ao fim de 1090 dias, Federer voltou a realizar um encontro oficial em terra batida e foi expedito: em 52 minutos, eliminou Richard Gasquet do Mutua Madrid Open.

“Cresci neste piso, por isso sinto-me bastante confortável. Penso que o Richard talvez estivesse um pouco dorido do encontro da véspera, mas é bom vê-lo de novo depois de tantos meses fora do circuito. Penso que foi um encontro especial para ambos”, disse Federer, após ganhar a Gasquet (39.º), por 6-2, 6-3. Para quem gosta de estatísticas, esta foi a 20.ª vez que Federer ganhou um encontro num Masters 1000 em terra batida batida, em menos de uma hora

Isento da ronda inicial, Federer concretizou todos os três break-points de que dispôs e não enfrentou qualquer um, diante de um Gasquet que não competia desde Outubro devido a uma cirurgia aos adutores, no início do ano. O próximo adversário do número três do ranking sairá do embate entre Gael Monfils (18.º) e Marton Fucsovics (36.º).

Novak Djokovic também está de regresso ao Tour, depois de perder nos quartos-de-final de Monte Carlo com Daniil Medvedev. O líder do ranking só encontrou dificuldades na fase inicial do duelo com o norte-americano Taylor Fritz (57.º), vencendo por 6-4, 6-2, em 1h05m.

“Ao princípio, estava muito equilibrado e penso que, quando quebrei e depois salvei o break-point no jogo seguinte, foi o ponto de viragem. No segundo set, li melhor o serviço dele e devolvi uma bola extra enquanto ele foi comentando muitos erros não forçados. Não penso que ele tenha jogado o seu melhor, mas foi uma exibição sólida para um primeiro encontro no torneio”, disse o sérvio que, esta semana, se tornou no quinto tenista na história do ranking ATP (criado em 1973) a ocupar o primeiro lugar durante 250 semanas. Na terceira ronda, Djokovic defronta o vencedor do duelo entre Diego Schwartzman (25.º) e Jérémy Chardy (47.º).

Incapaz de seguir frente foi João Sousa, que cedeu frente ao francês Adrian Mannarino (56.º), ao fim de 2h20m: 7-5, 5-7 e 6-1. O vimaranense, que caiu para o 75.º lugar após perder os 250 pontos pelo triunfo no Millennium Estoril Open de 2018, reagiu bem na segunda partida e dispôs de três break-points no jogo inicial do set decisivo. Mas a partir do 1-1, só ganhou mais um ponto no seu serviço, comprometendo o objectivo.