Um Festival Literário, numa aldeia, evoca o que foi uma universidade ao ar livre

O filósofo Agostinho da Silva inaugurou, há 30 anos, os Estudos Gerais Livres – a janela aberta para a “infinita liberdade” de ensinar. Francisca Van Dunem, ontem, seguiu-lhe e o exemplo e foi à aldeia dar uma aula aberta, em ambiente poético

Foto
Luís Fora/Lusa

O que liga o barrocal algarvio a Angola? A resposta foi dada no Festival Literário Internacional de Querença (FLIQ), ontem, pela ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, a recordar os seus sonhos de criança. “Lembro a suave tranquilidade, e a languidez doce de muitos dias quentes”, disse, referindo-se à terra natal. À semelhança do que aconteceu há 30 anos nos Estudos Gerais Livres (EGL), promovidos pelo antropólogo Manuel Viegas Guerreiro e pelo filósofo Agostinho da Silva, as palavras ganharam asas, e voaram para o meio da assistência.