Crimes violentos baixaram 42,5% na última década

Relatório Anual de Segurança Interna, que é votado esta quarta-feira, revela descida de 8,6% nos crimes graves e violentos em 2018. Criminalidade geral diminuiu 2,6% em relação ao ano passado.

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Rui Gaudencio

A criminalidade grave e violenta tem vindo a diminuir em Portugal desde há uma década. As participações deste tipo de crimes baixaram 42,5% desde 2008, revela o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) do ano passado, que é votado esta quarta-feira pelo Conselho Superior de Segurança Interna.

Os crimes graves e violentos representam 4,2% de toda a criminalidade participada no ano passado, de acordo com o RASI. Esta categoria integra os crimes que causam maior sentimento de insegurança. Em 2018, foram registadas menos 1322 participações face ao ano anterior. Em 2017 as polícias contabilizaram 15.303 ocorrências. Ou seja, em 2018 foram cerca de 14 mil, uma diminuição de 8,6%.

Os números finais evidenciados pelo RASI confirmam os indicadores do primeiro semestre do ano, que já eram conhecidos desde o Verão passado.

Menos crimes de fogo posto

A descida nas participações de crimes violentos em 2018 é semelhante à registada no ano anterior – este tipo de delitos tinha então diminuído 8,7%. Esta tem sido a tendência da última década. Os crimes violentos e graves diminuíram 42,5% desde 2008. Nesse ano, foi aprovada a actual Lei de Segurança Interna.

De acordo com o RASI 2018, também a criminalidade geral participada baixou 20,9% nos últimos dez anos. No ano passado, a descida foi de 2,6% registando-se menos 8727 participações.

O RASI de 2017 tinha registado um aumento da criminalidade geral tinha muito por força de um crescimento nos crimes de incêndio. No relatório deste ano, estes estão entre os crimes que mais decrescem: houve menos 36,8% registos de incêndio e fogo posto (fruto de menos 4125 participações). Em 2017 tinham sido 11.221.

Apesar desta tendência geral, o crime de homicídio voluntário consumado aumentou no ano passado. A subida é de 34,1%, de acordo com o RASI. Houve 110 crimes deste tipo, mais 28 do que ano passado.

Também os crimes de extorsão (mais 46,4%) burla informática e nas comunicações (20,1%) e furto em veículo motorizado (5,1%) tiveram um crescimento. Já os crimes de roubo por esticão (menos 18,6%), contrafacção e falsificação de moeda e da passagem de moeda falsa (menos 21,5%) e da condução de veículo com taxa de álcool superior ao permitido por lei (menos 7,9%) diminuíram.

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