Este foi o terceiro Janeiro mais quente na Terra desde que há registos

Os termómetros atingiram valores recorde na Austrália, Brasil e em algumas regiões da África e Ásia.

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Apesar de o ano estar a começar, 2019 já bateu alguns recordes de temperaturas. O mês passado foi o terceiro Janeiro mais quente dos últimos 140 anos, com uma temperatura global a rondar os 12.88 graus Celsius.

Janeiro de 2019 é apenas equiparável ao período homólogo de 2007, sendo que ambos ocupam o terceiro lugar no ranking do primeiro mês mais quente desde 1880, segundo dados da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla inglesa).

Os dez meses de Janeiro mais quentes desde que há registo ocorreram todos desde 2002, o que mostra um aumento das temperaturas na última década.

No mês passado, a temperatura global da superfície terrestre e oceânica foi de cerca de 0,88 graus Celsius (1.58 °F) acima da média do século XX, que se situa nos 12 graus Celsius (53.6 °F). Isto faz com que o primeiro mês de 2019, à semelhança de 2007, se destaque como o terceiro Janeiro mais quente desde que há registo, apenas ultrapassado pelos meses de Janeiro de 2016 (+1.91°F) e 2017 (+1.64°F) que registaram temperaturas ainda mais elevadas.

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Em terra, os termómetros atingiram valores recorde na Austrália, Brasil e algumas regiões da África e Ásia. No continente asiático, as temperaturas chegaram a ser quatro graus Celsius (7.2°F) mais altas do que o normal.

Estas temperaturas tiveram também impacto nas águas do Oceano Antárctico, na costa sul da África do sul e do Oceano Pacífico. No geral, a temperatura da superfície do mar esteve 1.17°F (cerca de 0,65 graus Celsius) acima da média global para o século XX (de 15.8 graus Celsius), também ela a terceira mais elevada desde que há registos para o mês de Janeiro.

Os especialistas destacam ainda a Oceânica, onde se registou o Janeiro mais quente desde que há registos, desde 1910. Por outro lado, na América do Norte o mês passado foi o Janeiro mais frio desde 2011, com temperaturas 1.8°F (um grau Celsius) ou menos abaixo da média.

Estas temperaturas tiveram também impacto ao nível da camada de gelo. Em Janeiro de 2019, a extensão de gelo do Oceano Antárctico foi a segunda mais pequena dos últimos 41 anos e a camada do Oceano Antárctico a sexta menor, de acordo com dados da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unido e da NASA. Já a camada de gelo no Hemisfério Norte registou uma extensão de cerca de 362.598 quilómetros quadrados acima da média.