Nuno Marques fecha ciclo com importante vitória para Portugal

Canadá ou Cazaquistão são os adversários possíveis na etapa seguinte da competição.

João Sousa integrou a dupla portuguesa que derrotou a sul-africana
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João Sousa integrou a dupla portuguesa que derrotou a sul-africana LUSA/JOSE SENA GOULAO

A vitória da dupla João Sousa/Gastão Elias, no par que abriu a jornada deste sábado, assegurou um irrecuperável 3-0 diante da África do Sul, a permanência no Grupo I e, ainda, a presença no qualifying, que poderá permitir a ambicionada e inédita subida ao Grupo Mundial.

Após os festejos, Nuno Marques anunciou a saída do cargo de seleccionador e capitão, fechando um ciclo de cinco anos à frente da selecção portuguesa.

“Tomei a decisão em meados deste ano, depois da eliminatória com a Suécia. Houve várias razões: achei que era um fim de ciclo; vejo boas alternativas, pessoas competentes para fazer um trabalho igual ou melhor; e tenho um projecto fora de Portugal, onde vou tendo mais responsabilidades. Estou muito contente por terminar assim, com uma vitória numa eliminatória tão importante”, explicou o portuense de 48 anos, coordenador do ténis feminino na Academia de Rafael Nadal, desde a sua abertura, há dois anos.

“Fui um capitão privilegiado. Somos um país com muita sorte porque temos jogadores sempre prontos para jogar”, acrescentou Marques, que ainda fez questão de agradecer aos jogadores, equipa técnica e à Federação Portuguesa de Ténis (FPT), na pessoa de Vasco Costa, “um presidente exemplar”.

Antes, o encontro de pares correspondeu à expectativa de ser o mais equilibrado da eliminatória e João Sousa e Gastão Elias levaram pouco mais de duas horas para derrotarem Raven Klaasen e Ruan Roelofse, pelos parciais de 6-4, 6-7 (4-7) e 6-2. Para cumprir calendário, João Domingues venceu o sul-africano Philip Henning, por 6-4, 6-0, colocando o resultado final da eliminatória em 4-0.

No dia 30 deste mês, terá lugar o sorteio que ditará com quem Portugal irá decidir, em Fevereiro, a presença na fase final da Taça Davis: ou viaja ao Cazaquistão, de Mikhail Kukushkin (73.º) ou recebe o Canadá, de Milos Raonic (20.º) e Denis Shapovalov (30.º).

“A minha preferência era o Cazaquistão em casa. Não sendo possível, acho que prefiro jogar em casa, porque podemos escolher as condições e temos o apoio do público”, confessou o presidente da FPT.

Será a terceira vez que Portugal tenta o acesso ao Grupo Mundial, que no próximo ano apresentará um novo formato, com 24 nações a discutirem o título na mesma semana (18 a 24 de Novembro), em Madrid.

Até lá, deverá ser conhecido o novo seleccionador de Portugal tendo Vasco Costa garantido apenas que será português.