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Estes brinquedos portugueses são feitos de cartão biodegradável

Duas jovens estudantes criaram a The Paper Toy Factory, empresa que produz brinquedos em cartão biodegradável como alternativa ao plástico. O projecto venceu o Poliempreende, o concurso de empreendedorismo do ensino politécnico.

Sempre que passavam pelas prateleiras de brinquedos nos supermercados, Carolina Galvão e Inês Silva não entendiam o porquê de estes serem, sobretudo, feitos de plástico. As duas jovens há muito que tinham a ideia de produzir brinquedos com materiais totalmente reciclados e um projecto universitário foi o incentivo para passaram da ideia à prática. A The Paper Toy Factory é o projecto fundado pelas alunas de Publicidade e Marketing da Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa para a venda de brinquedos feitos de cartão biodegradável.

“Só fazia sentido criar um projecto que fosse coerente com a visão ambientalista que temos”, explica Carolina, de 23 anos. “Queremos provar que existem alternativas ao plástico”, diz. A alternativa é o cartão canelado e prensado, com ilustrações da autoria das próprias criadoras, em tinta ecológica. A cor será o castanho original do cartão — o resto cabe às crianças. O objectivo é fomentar a criatividade. “Os brinquedos são para ser pintados porque queremos que cada criança tenha um diferente”, explica a jovem lisboeta, que desta forma pretende que as crianças criem “o seu próprio universo”.

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Carolina Galvão e Inês Silva

A ecologia e a criatividade dão o mote. Os brinquedos não são vendidos já construídos, mas sim para montar e desmontar. Além de facilitar a arrumação e o transporte, incentiva a construção do próprio brinquedo. “Queremos marcar a diferença face aos brinquedos comerciais onde tudo é pré-formatado”, explica.

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The Paper Toy Factory venceu o concurso Poliempreende, um prémio de 10 mil euros

Com o projecto construído, era preciso arranjar financiamento. Carolina e Inês concorreram e venceram o Poliempreende, o concurso de ideias do ensino politécnico que premeia o projecto vencedor com 10 mil euros. 

Para já, o valor do prémio será utilizado para resolver a burocracia necessária à formalização da empresa. Depois, servirá para iniciar o processo de produção, que passará por uma de duas opções. “Estamos a analisar se a produção vai ser de corte em laser ou em fresadora”. “Estamos na fase de fervilhar ideias”, confessa Carolina.

Na calha estão dois modelos: o primeiro a ser construído será um foguetão com 1,70 metros, igual ao que levaram à fase final do Poliempreende. “Cabe uma criança lá dentro”, assinala Carolina. O castelo virá depois, porque implica uma maior “dificuldade técnica no corte”, algo que ainda está a ser contornado.