Protecção Civil apela a medidas de autoprotecção após aumento da actividade sísmica

Depois da crise sísmica de Fevereiro na ilha de São Miguel, o arquipélago açoriano registou desde quinta-feira quase 100 eventos sísmicos. Autoridades pedem que população se mantenha atenta.

Foto
A cidade de Ponta Delgada RPS Rui Soares - colaborador

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores informou que desde 20 de Setembro foram registados 97 eventos de actividade sísmica, oito dos quais sentidos, e a Protecção Civil apelou este sábado à população que tome medidas de autoprotecção.

“O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) informa que desde as 20h35 locais (mais uma hora em Lisboa) do dia 20 de Setembro tem vindo a ser registada actividade sísmica significativamente acima dos valores normais numa região epicentral no mar, situada entre um e cinco quilómetros a sul da Povoação, ilha de S. Miguel”, lê-se no comunicado do CIVISA, reproduzido pela Protecção Civil.

Por essa razão, Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores emitiu este sábado um comunicado em que recomenda que sejam tomadas algumas medidas de autoprotecção – sem referir quais. Aquando da crise sísmica de Fevereiro nos Açores, a Protecção Civil e o CIVISA recomendavam que a população se mantivesse atenta aos circuitos de gás, electricidade e água e que os desligassem imediatamente em caso de dúvida sobre a sua segurança.

PÚBLICO -
Foto
Eventos sísmicos registados nos últimos dias CIVISA

Um segundo sismo com magnitude 2,5 na escala de Richter foi sentido na sexta-feira na Povoação, ilha de São Miguel, nos Açores, adiantou o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA). De acordo com um comunicado, e segundo o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), o sismo foi registado às 13h25 locais (mais uma hora em Lisboa) e teve epicentro a cerca de dois quilómetros a sul/sudoeste da Povoação.

Já pelas 9h30 locais foi registado um outro sismo com magnitude 2,5 na escala de Richter e epicentro a cerca de dois quilómetros a sudoeste da Povoação. O SRPCBA indicou na altura que o sismo foi também sentido nas Furnas, Ribeira Quente e Água Retorta.

A Protecção Civil refere que o CIVISA continua a acompanhar o evoluir da situação, emitindo novos comunicados caso necessário.

Em Fevereiro, a ilha de São Miguel viveu uma crise sísmica – responsável em poucos dias por mais de 300 sismos –, com o IPMA a dizer que poderia prolongar-se “durante dias ou meses”. Na altura, a geóloga Teresa Ferreira explicava ao PÚBLICO que a forte actividade sísmica se devia ao facto a ilha de São Miguel estar na “fronteira” de três placas litosféricas: a norte-americana, que se desloca para Oeste, e as placas euroasiática e africana, “que se deslocam para Leste mas a velocidades diferentes”.