É importante as raparigas aprenderem a nadar e Michael Phelps explica porquê

Em desastres naturais, as mulheres e as raparigas correm mais riscos por não saberem nadar.

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O atleta representado numa figura de cera do Museu Madame Tussauds, numa piscina em Washington Reuters/GARY CAMERON

É importante que as mulheres saibam nadar, mesmo em sociedades mais conservadoras onde são desencorajadas a mostrar os seus corpos. Esta é a opinião do campeão olímpico de natação Michael Phelps, lembrando que em desastres naturais, como inundações, as mulheres e as raparigas correm maiores riscos de vida. 

Por isso, diz o atleta norte-americano com 23 medalhas de ouro, de passagem por Hong Kong, as mulheres e as meninas devem ter direito a usufruir de um dos "maiores desportos", a natação. "Todos deveriam ter esse direito porque todos precisam de saber", defende. É uma questão de justiça e de igualdade. "Acredito que todos têm o direito de fazer o que quiserem", acrescentou ainda o atleta que disse adeus à modalidade depois dos Jogos Olímpicos Rio 2016. 

Por exemplo, em 2004, com o tsunami no Pacífico, 77% dos mortos na província indonésia de Aceh foram do sexo feminino; os homens ou sabiam nadar ou subiram às árvores, aponta uma organização que tem o apoio da Oxfam. Também a organização Teach a Girl to Swim refere que o maior número de crianças que morrem afogadas na China e no Bangladeche são raparigas.

Através da fundação com o seu nome, Phelps tem promovido a segurança das crianças dentro de água. Numa altura em que repete que não voltará à competição, o ex-atleta norte-americano sublinha que está comprometido com o seu trabalho de caridade para transmitir "às crianças e a todos a grandiosidade do desporto".

O nadador testemunha ainda outros benefícios da natação e de outras modalidades, como a mudança de comportamento ou a melhoria das notas na escola. Além disso, em termos comunitários, as cidades também beneficiam se promoverem a prática desportiva com o objectivo de melhorar o bem-estar social. "Há tantas coisas poderosas que podemos ensinar através do desporto", acredita.

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