Lisboa ganha mais um operador de transporte privado de passageiros

A Chauffeur Privé, de origem francesa, inicia as operações esta segunda-feira e concorre directamente com a Uber, Cabify e Taxify.

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Empresa é o quarto operador a chegar a Portugal Nélson Garrido

A Chauffeur Privé começa esta segunda-feira a operar em Lisboa, naquele que é o primeiro passo da empresa francesa de transporte privado de passageiros fora do seu país de origem. O arranque das operações, de acordo com o seu director-geral no mercado nacional, Sérgio Pereira, foi precedido de cerca de três semanas de testes.

Para já, a Chauffeur Privé diz que conta com 500 motoristas, assumindo como objectivo chegar ao dobro desse número no final do ano. Até ser contratado pela empresa francesa, Sérgio Pereira estava na Comparajá, plataforma online ligada a produtos financeiros que lançou em Portugal em 2015.

Criada em 2012, a Chauffeur Privé entrou num novo ciclo quando passou a ter o fabricante automóvel alemão Daimler como principal accionista, em Dezembro do ano passado. Em Portugal, a empresa vai concorrer de forma directa com a Uber (norte-americana), a Cabify (espanhola) e a Taxify (estónia), com a ambição, conforme destaca Sérgio Pereira, de ser “a maior empresa europeia” do seu sector.

Em França, a empresa está presente em Paris, Lyon e na Côte d'Azur, contando, segundo um comunicado divulgado esta segunda-feira, “com cerca de 18 mil motoristas e mais de dois milhões de clientes”.

Viagens com preço fixo

No mesmo comunicado destaca-se a “criação de uma equipa local e de uma rede de apoio e gestão do serviço”, com “presença física e atendimento presencial” a clientes e motoristas. A empresa diz que será “o único operador no mercado português a disponibilizar programas de fidelização” e aposta no preço fixo como alternativa ao que cálculo da viagem que tem por base a distância e o tempo de percurso (a partir dos 2,5 euros).

Este é um aspecto que já está previsto na lei que regulamenta o transporte de passageiros em veículo descaracterizado a partir de plataforma electrónica (TVDE), e que entra em vigor no dia 1 de Novembro. De acordo com o diploma, além da estimativa do valor a pagar, definido no final de acordo com a distância e tempo, a plataforma electrónica “deve também disponibilizar para qualquer itinerário, em alternativa, uma proposta de preço fixo pré-determinado”. Se o cliente aceitar esta modalidade, esse será o valor a pagar, “independentemente da distância percorrida ou do tempo despendido”.

Na próxima quarta-feira, os taxistas vão concentrar-se em Lisboa, Porto e Faro, numa manifestação organizada pela Associação Nacional de Transportadores Rodoviários e Automóveis Ligeiros (ANTRAL) e pela Federação Portuguesa do Táxi. O objectivo é ter o apoio de um número suficiente de deputados que permita levar o diploma para análise dos juízes do Tribunal Constitucional.