Open dos EUA: dois regressos para uma final

Novak Djokovic e Del Potro vão discutir neste domingo a conquista de mais um major.

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LUSA/BRIAN HIRSCHFELD

Na final masculina do Open dos EUA, registam-se os regressos de Novak Djokovic e Juan Martín Del Potro. Após a ausência no ano passado devido a lesão no cotovelo, O sérvio qualificou-se para a sua oitava final do Open, igualando o recorde, detido também por Ivan Lendl e Pete Sampras. Djokovic, campeão do torneio em 2011 e 2015, está de volta à sua melhor forma e parte favorito para o derradeiro encontro com Del Potro, também ele um regressado às finais em majors.

“Gosto muito dele, um amigo, alguém que respeito muito. É um grande jogador, gosta de encontros importantes, é um campeão do Grand Slam e está a jogar o melhor ténis da sua vida, sem dúvida, nos últimos 15 meses”, frisou o número sei do ranking sobre Del Potro.

Entre a primeira presença na final do Open – e única no Grand Slam –, em 2009, e a segunda, este domingo, o argentino de 29 anos passou um autêntico calvário de lesões, com quatro operações ao pulso, entre 2010 e 2015 (três ao esquerdo e outra ao direito) e vários períodos de dúvida sobre o regresso aos courts. Em Março, conquistou o primeiro título Masters 1000, em Indian Wells. Agora, Del Potro regressa a uma final do Grand Slam como número três na hierarquia mundial.

Do alto do seu 1,98m de altura, o argentino viu Rafael Nadal abandonar a meia-final devido a uma tendinite no joelho direito, quando liderava por 7-6 (7/3), 6-2.

O set inicial foi de alto nível e marcado por quatro breaks. Del Potro poderia ter fechado mais cedo quando serviu a 5-4, mas Nadal salvou dois set-points. O argentino confirmou no tie-break a superioridade que se viria a acentuar ainda mais.

Nadal começou o segundo set com joelho ligado, mas a dar sinais de estar abaixo do seu melhor. E após ceder claramente a partida, acabou mesmo por abandonar, tal a sua incapacidade de discutir o resultado.

“Esperei o mais que pude. Podem imaginar como é difícil para mim dizer adeus antes do encontro terminar, mas a certa altura tem que se tomar uma decisão. No final, já não era um encontro de ténis, certo? Era só um a jogar e o outro do outro lado da rede”, disse o campeão do Open em 2010, 2013 e 2017 e o semifinalista com mais tempo passado no court: 15 horas e 54 minutos.

A segunda meia-final foi mais disputada, como se esperava entre dois jogadores em forma, com estilos semelhantes. Mas Djokovic conseguiu ser ainda melhor do que Kei Nishikori, também ele de fora em 2017, devido a lesão, num pulso. E ao fim de duas horas e 22 minutos, durante as quais não sofreu qualquer break, Djokovic venceu, por 6-3, 6-4 e 6-2. Foi a 21.ª vitória do sérvio em 22 encontros realizados desde que iniciou o torneio de Wimbledon, onde conquistou o 13.º título do Grand Slam.

Djokovic só perdeu quatro dos 14 duelos com o argentino, mas nunca nos Grand Slams. Mas Del Potro pode contar com o apoio mais ruidoso das bancadas, pouco diferente do ambiente criado pelos adeptos argentinos nos estádios de futebol.