Comerciantes de Viseu defendem reabertura do cinema no centro da cidade

Empresários consideram que reabertura da sala encerrada há 15 anos poderia ajudar a revitalizar o sector.

viseu deixou de ter cinema no centro da cidade há 15 anos
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viseu deixou de ter cinema no centro da cidade há 15 anos Carla Carvalho Tomás

Comerciantes de Viseu estão a colaborar na recolha de assinaturas para uma petição que defende a reabertura da sala de cinema Ícaro, por considerarem que iria ajudar a revitalizar o comércio do centro da cidade. Intitulada "Viseu precisa do Cinema Ícaro", a petição foi lançada no início de Julho e pode, a partir de agora, ser assinada em vários estabelecimentos comerciais das Galerias Ícaro, da Rua Alexandre Herculano e da Avenida Calouste Gulbenkian.

Segundo os promotores da petição, "é unânime junto dos comerciantes contactados que a reabertura desta sala ajudaria a fortalecer toda a zona comercial do centro da cidade" de Viseu. No seu entender, o funcionamento da sala de cinema, que está encerrada há cerca de 15 anos, "seria mais um factor de sobrevivência e rejuvenescimento do tecido comercial do centro, de rua e de proximidade".

"Os comerciantes das Galerias Ícaro e das redondezas sentiram o choque da centralização do comércio em grandes superfícies desligadas da rotina da cidade", referem. A reabertura da sala "iria certamente proporcionar uma nova vida a toda a zona, ao comércio envolvente e às próprias galerias, atraindo mais pessoas e ajudando a revitalizar toda esta área do centro de Viseu", acrescentam.

A sala de cinema tem 172 lugares, "o que permitiria servir de auditório para múltiplos eventos", de que são exemplo concertos, conversas, performances, espectáculos de dança, debates, tertúlias, congressos, recitais e apresentações de livros, argumentam.

"O Ícaro deve ser devolvido aos viseenses e a todos os agentes culturais da cidade, de forma a dar-lhe uma vida como nunca teve e com uma programação cultural diversificada e dinâmica", defendem os promotores da petição. Os peticionários apelam ao município de Viseu "que encontre, junto dos programadores, agentes e associações locais, uma forma de preservar o espaço e devolvê-lo à cidade e à cidadania".