Líder do CDS/Açores admite recandidatar-se à liderança do partido naquela região

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O líder do CDS-PP nos Açores foi eleito em Junho de 2015 para um terceiro mandato Adriano Miranda

O presidente do CDS-PP nos Açores, Artur Lima, admitiu, na Universidade de Verão da Juventude Popular açoriana, recandidatar-se à liderança do partido naquela região, afirmando que "está disponível para continuar a dar o seu contributo".

Num comunicado, o centrista diz que ainda "não meteu os papéis para a reforma e que está disponível para continuar a dar o seu contributo ao CDS e à sociedade açoriana".

"Há muito para fazer. E creio que, conjuntamente com a juventude, que não abdica de ser feliz na sua terra, vamos construir a alternativa não socialista que a região precisa", sublinha a nota.

No comunicado pode ainda ler-se que Artur Lima "agradeceu as palavras do secretário-geral da Juventude Popular (JP), André Silveira, que anunciou na Universidade de Verão o apoio da JP/Açores à recandidatura" de Artur Lima.

O líder do CDS-PP nos Açores foi eleito em Junho de 2015 para um terceiro mandato de quatro anos.

Na III Universidade de Verão, que se realizou na ilha do Pico, o líder do CDS/PP açoriano sustentou que a JP é uma "juventude partidária muito qualificada", que "não serve para colar cartazes e abanar bandeiras".

Sobre o tema em discussão na Universidade de Verão da JP/Açores, Artur Lima considerou que "a autonomia foi a melhor realização que o Estado teve no pós-25 de Abril", dotando as regiões autónomas de órgãos de governo próprio e com a capacidade e os meios "para nos governarmos e nos desenvolvermos mais do que os outros".

Mas, "não basta ter autonomia, porque para sermos melhor do que os outros, era preciso ter um bom governo, o que nem sempre tem acontecido na região", apontou, apelando aos jovens para que "lutem e se empenhassem pelo aperfeiçoamento da autonomia".

Citada na mesma nota de imprensa, a presidente da JP/Açores, Séfora Costa sublinhou, no encerramento da Universidade de Verão, que a autonomia é a "base do que somos, o sustentáculo da nossa identidade", mas alertou que existem "problemas sérios que persistem na região".