Campanhas de sensibilização de banhistas nos Açores chegam a todas as ilhas

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Manuel Roberto

As campanhas de prevenção e sensibilização da Associação de Nadadores-Salvadores dos Açores (ANSA) sobre os principais cuidados que os banhistas devem ter chegaram este ano, pela primeira vez, às nove ilhas do arquipélago.

O programa de prevenção da ANSA envolve acções de sensibilização, em parceria com a Autoridade Marítima Nacional, desde 2010, em várias ilhas dos Açores. A cobertura de todo o arquipélago é, no entanto, uma novidade deste ano.

A iniciativa prevê uma fase de sensibilização junto das escolas; uma segunda etapa que decorre também com crianças durante a época balnear e prossegue com o Programa NS Júnior, para recrutar jovens de vários concelhos da ilha de São Miguel; e termina, em Agosto, com a realização de simulacros de salvamento em vários concelhos da região.

O número de nadadores-salvadores na região tem vindo a aumentar, encontrando-se, actualmente, nos cerca de 150, o que representa um aumento em relação aos últimos dois anos.

A escassez de nadadores tem sido registada principalmente nas ilhas com menos habitantes, onde o esforço de sensibilização "tem sido muito grande", afirmou o presidente da associação, Roberto Sá. "Há uma melhoria, embora possamos afirmar que a situação ainda não está resolvida, mas já temos aqui uma estratégia e penso que estamos no caminho certo", sublinhou.

Outro dos esforços da ANSA passa por dar formação a praticantes de surf e bodyboard, para que estes estejam preparados para socorrer banhistas que vão tomar banho fora da época balnear e para que saibam accionar os meios de emergência.

O presidente da ANSA faz um balanço positivo do trabalho desenvolvido ao longo dos anos. "Nota-se, claramente, que há uma evolução, não só no comportamento dos banhistas de todas as idades, hoje em dia eles respeitam muito mais o nadador-salvador, [mas também] devido à evolução que há no trabalho desenvolvido pelos nadadores-salvadores", referiu.

As campanhas da associação acontecem desde 2010 e contam com a colaboração de várias entidades, como o Governo Regional, a Autoridade Marítima Nacional, as cooperações de bombeiros locais e as autarquias.