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Enfermeiros marcam greve nacional para 20 e 21 de Setembro

Protesto, anunciado em conferência de imprensa, esta quarta-feira, é convocado por todos os sindicatos de enfermeiros.

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Marco Duarte

Os sindicatos de enfermeiros marcaram esta quarta-feira uma greve nacional para 20 e 21 de Setembro, na sequência de uma reunião com a UGT e contra a falta de propostas do Governo para a carreira.

Os sindicatos tinham uma reunião marcada para esta quarta-feira para analisar a contraproposta do Governo, mas, à falta do documento, o encontro serviu para concertar formas de luta. 

A greve foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal, a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros e o Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira.

O Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) e o Sindicato dos Enfermeiros (SE) — que compõem a Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros (Fense) — não estiveram presentes.

Numa conferência de imprensa, os sindicatos salientaram o facto de terem chegado a um consenso no sentido de decretar formas de luta. "Os enfermeiros estão unidos e isso é que é importante que fique claro", disse o presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR), Carlos Ramalho.

E lembraram que o Governo assinou com os sindicatos protocolos negociais para a revisão da carreira de enfermagem, mas que, até agora, não apresentou qualquer proposta.

Lúcia Leite, presidente da Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), disse que falta há vários anos uma "carreira digna" aos enfermeiros.

"Definimos um plano de greves até meados de Outubro e estamos dispostos a decretá-las todas, ou suspender caso o Governo responda entretanto", disse Lúcia Leite, acrescentando que os sindicatos só vão parar quando obtiverem "os resultados que estão à espera".

O que querem os sindicatos

Apesar de haver algumas diferenças nas reivindicações de cada estrutura, os sindicatos têm uma série de propostas que são comuns a todos, como explicou aos jornalistas o presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, José Carlos Martins.

Em resumo, os sindicatos querem:

  • que o salário mínimo para os enfermeiros se situe nos 1600 euros mensais;
  • que esteja contemplada a perspectiva de se chegar ao topo da carreira técnica superior;
  • que não haja deterioração de salários;
  • que se valorize o trabalho especializado;
  • e que se crie uma categoria na área da gestão. 

Actualmente, disseram os sindicatos, muitos enfermeiros ganham pouco mais de mil euros, muitos deles sem actualização salarial há 20 anos.

E depois, disse também o responsável, os enfermeiros não podem continuar a trabalhar até aos 66 anos, pelo que devem "ser criadas condições de acesso à aposentação melhores do que no regime geral". 

Ainda esta quarta-feira, os representantes das seis estruturas sindicais irão reunir-se com a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, sobre as negociações da carreira.

Greve em Castelo Branco

Os enfermeiros do Centro Hospitalar da Cova Beira estão nesta quarta-feira em greve pela progressão na carreira, para exigirem o pagamento do suplemento remuneratório a todos os enfermeiros especialistas, a contratação de mais profissionais, a aplicação efectiva das 35 horas semanais a todos os profissionais e o pagamento das horas, folgas e feriados em dívida, entre outras reivindicações.

A greve desta quarta-feira, convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), está a ter uma adesão de 100% no Hospital do Fundão e de 80,76% no da Covilhã, no distrito de Castelo Branco

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