A Casa Carrara fecha um ciclo e abre-se ao mar

Fernando Guerra | FG+SG
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Na algarvia Praia da Luz, a Casa Carrara é o "culminar de um tríptico", desenhado ao longo de dez anos por Mário Martins. Primeiro a Casa Colunata, depois a Casa Elíptica — que já mostrámos no P3 — e, por fim, a Casa Carrara. São três construções com a sua própria individualidade, mas formalmente interligadas, que se complementam e constroem o mesmo quadro arquitectónico. O projecto finalista dos Architizer A + Awards na categoria residencial tem cerca de 400 metros quadrados e foi pensado como uma “massa esculpida de um bloco em bruto, ao qual se procura dar vida”. O resultado é uma série de ângulos e formas lineares e dinâmicas.

Da construção, o arquitecto Mário Martins destaca dois elementos: o pórtico e a piscina suspensa. O primeiro cumpre a função de “moldura”, na medida em que enquadra a vista para o mar algarvio, ao mesmo tempo que serve de “pináculo”. Este é, aliás, um “elemento de remate” do conjunto arquitectónico constituído pelas três casas, que têm em comum o mesmo promotor, o mesmo construtor e praticamente a mesma equipa. A piscina suspensa, por sua vez, é uma continuação quase natural da casa e evidencia a “fluidez que existe entre o interior e exterior.” A pureza do branco das paredes lisas, “pontualmente evidenciadas por peças de pedra mármore”, contrasta com o solo argiloso e o azul marinho do oceano que encerra a paisagem envolvente.

Mário Martins explica que a equipa tentou “fugir do paradigma das casas de luxo pretensiosas” e que, à medida que foram avançado na construção, sempre procuraram a simplicidade e “depurar meios e técnicas, com contenção de custos.”

Este projecto foi distinguido na sexta edição dos A+A Awards, promovidos pelo portal Architizer, alcançando o primeiro prémio na votação popular na categoria residencial. Entre os portugueses premiados, anunciados a 30 de Julho de 2018, estão ainda o projecto Espigueiro-Pombal do Cruzeiro, do arquitecto Tiago do Vale, a Capela Nossa Senhora de Fátima, do atelier Plano Humano Arquitectos, e sede da Vieira da Almeida, do gabinete Openbook. O Centro Hípico de Pedras Salgadas do atelier RA - Rebelo de Andrade também estava entre os finalistas. 

Fernando Guerra | FG+SG
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