FC Porto perde particular com Portimonense

"Dragões" sofreram no Algarve os primeiros golos e a primeira derrota ao quarto encontro de preparação.

Esporte
Foto
Manuel Araújo/Lusa

O FC Porto perdeu esta terça-feira, por 2-1, com o Portimonense, em partida de carácter particular disputada no Algarve, onde decorre o estágio de pré-época dos campeões nacionais. Pires (42') e Bruno Tabata (44') marcaram os golos dos algarvios, com André Pereira (82') a reduzir, mas a não evitar a primeira derrota ao quarto ensaio dos portistas.

Com João Pedro na direita e Chidozie no eixo da defesa, o sector mais recuado do FC Porto era colocado à prova logo a abrir o encontro, com o lateral brasileiro muito pressionado por Nakajima e por Manafá. Sem videoárbitro para dissecar dois lances na área de Casillas (mão de João Pedro e simulação de Nakajima), os "dragões" levaram o jogo para a área da equipa algarvia, com Brahimi a colocar Soares na fronteira do golo num par de ocasiões que o brasileiro desperdiçou.

Com um bom ritmo para esta fase de preparação, o Portimonense respondia sempre com perigo às investidas portistas. Casillas ainda adiou o primeiro golo, com defesa apertada a remate de Manafá, mas a três minutos do intervalo o avançado Pires colocava a equipa orientada por António Folha na frente. 

Pires beneficiou de um ligeiro adiantamento, mas finalizou com classe um lance que afectou o FC Porto. O Portimonense aproveitou e, dois minutos volvidos, elevou, por Bruno Tabata, a vantagem para 2-0, resultado com que se chegou ao intervalo.

Com 15 golos marcados e nenhum sofrido nos primeiros três jogos de pré-época, Sérgio Conceição mudou cinco pedras para iniciar a segunda metade, trocando Soares, Brahimi, Marega, Chidozie e Otávio por André Pereira, Waris, Hernâni, Diogo Leite e Aboubakar.

O Portimonense procedia apenas a duas alterações, mas o jogo não mudava muito, sempre com os portistas à procura da profundidade e os algarvios a responderem com transições rápidas.

André Pereira tentou, mas o poste negou-lhe o golo. A onda de substituições que se seguiu submergiu o futebol dos campeões numa fase em que apenas Hernâni conseguia criar desequilíbrios, mas sem a eficácia necessária para inverter o rumo do jogo. O golo de André Pereira, a oito minutos do fim, determinou um final de grande pressão dos portistas, que ainda tiveram uma oportunidade para igualar no último minuto, desperdiçada por Adrián López.