Festim celebra dez anos com 14 concertos e a adesão de Oliveira de Azeméis

Festival de músicas do mundo decorre de 22 de Junho a 26 de Julho, em seis concelhos do distrito de Aveiro.

Omar Soulayman no Festival de Paredes de Coura, em 2013
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Omar Soulayman no Festival de Paredes de Coura, em 2013 Paulo Pimenta

O 10.º Festim - Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo arrancará a 22 de Junho, e integra agora Oliveira de Azeméis no programa que leva 14 concertos, por artistas de sete países, a seis concelhos do distrito de Aveiro.

Com concertos ao ar livre de entrada gratuita e espectáculos em sala a preços dos 4 aos 6 euros, o evento irá decorrer até 26 de Julho, e levará uma a três actuações a cada um dos municípios envolvidos no projecto: Águeda, Albergaria-a-Velha, Estarreja, Ílhavo, Sever do Vouga e, em estreia este ano, Oliveira de Azeméis.

Os artistas em cartaz este ano são: La Caravane Passe (França), Boban Markovic Orkestar (Sérvia), Pascuala Ilabaca y Fauna (Chile), Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou (Benim), La Yegros (Argentina), Waldemar Bastos (Angola) e Omar Souleyman (Síria).

"São 14 concertos, num evento que é intermunicipal, mas também suprainstitucional", declarou esta sexta-feira, em conferência de imprensa, Luís Fernandes, coordenador do festival organizado pela Associação Cultural d'Orfeu.

"Com a adesão de Oliveira de Azeméis, é um canal novo que se abre entre municípios que neste domínio não têm uma plataforma que os una e, se o Festim puder fazer esse contacto entre comunidades, pessoas e artistas, será uma grande mais-valia para todos", defendeu.

No mesmo espírito de aproximação, as escolhas do programa de 2018 procuram disponibilizar ao público o contacto com sonoridades que cruzam características étnicas com registos mais familiares como o rock, pop, jazz e até a rumba e o funk.

O colectivo La Caravane Passe, por exemplo, levará a Albergaria e a Sever do Vouga uma presença "muito festiva", que funde a música cigana tradicional dos Balcãs com o pop francês. Pelos mesmos municípios passará também a orquestra de sopros de Boban Markovic, apontado como "um grande trompetista cigano", "capaz de levantar toda a gente".

Já a cantora e acordeonista Pascuala Ilabaca, que actuará em Albergaria e Ílhavo, combinará a etnicidade chilena com o rock e a pop, para entregar uma mensagem que tem tanto de política quanto de romântica.

A Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, por sua vez, promete, para Ílhavo e Oliveira de Azeméis, um concerto com laivos dos cerimoniais festivos do Benim e múltiplas heranças culturais, enquanto a "carismática cantautora" Mariana "La Yegros" trabalhará sons da Argentina e da Colômbia, na performance "urbana e ecléctica" que propõe para Águeda, Estarreja e Sever do Vouga.

Os dois outros artistas do Festim de 2018 são Waldemar Bastos, que é "uma lenda em África" e levará a Águeda e Estarreja "música de mensagem com um apelo constante à fraternidade entre os povos", e ainda Omar Suleyman, o artista que, sendo há vários anos refugiado da Síria, apurou entretanto a sonoridade "kitsch e extravagante" com que tem conquistado público por toda a Europa.