Ministro vai reunir-se com sindicatos de professores a 4 de Junho

Convocatória foi feita na véspera da manifestação nacional de professores, que vai decorrer neste sábado em Lisboa.

Novos encontros justificados com o retomar das reuniões trimestrais, que estavam interrompidas desde Setembro
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Novos encontros justificados com o retomar das reuniões trimestrais, que estavam interrompidas desde Setembro Sebastiao Almeida

Na véspera da manifestação nacional de professores, que vai decorrer neste sábado em Lisboa, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, fez chegar aos sindicatos uma convocatória para uma série de reuniões a realizar entre 4 e 5 de Junho, indicaram ao PÚBLICO os líderes da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, e da Federação Nacional da Educação, João Dias da Silva.

O aviso do ministério chegou ao princípio da manhã desta sexta-feira, sem agenda definida, mas com a especificação de que seria o retomar das reuniões trimestrais com os sindicatos, prometidas por Tiago Brandão Rodrigues em 2016. A última destas reuniões “trimestrais” realizou-se em Setembro do ano passado, o que tem levado os sindicatos a acusarem o ministro de faltar ao prometido.

Com esta reunião agendada, Mário Nogueira indicou que na resolução que será posta a votação neste sábado, no início da manifestação, se vai propor que o próximo dia 4 seja o prazo limite para o ministério apresentar respostas a tudo o que ainda está em cima da mesa sem acordo, nomeadamente no que respeita à contagem de todo o tempo de serviço prestado pelos docentes durante o congelamento da carreira.

Os sindicatos exigem que, para efeitos de progressão na carreira, sejam contabilizados os 9 anos, 4 meses e dois dias em que as suas carreiras estavam congeladas. Até agora, o Governo apenas se disponibilizou para contar 2 anos, 9 meses e 18 dias daquele tempo de serviço.

Também Dias da Silva considera que na reunião do dia 4 de Junho o Governo tem de apresentar respostas concretas que vão ao encontro ao exigido pelos professores e ao que foi aprovado pelo Parlamento, com os votos a favor do PS, no sentido de ser recuperado todo o tempo de serviço prestado pelos docentes. “Chega de adiamentos”, afirmou.