Jovens intérpretes são considerados os melhores da sua geração Claudia Höhne/ECHO
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Jovens intérpretes são considerados os melhores da sua geração Claudia Höhne/ECHO

“Rising Stars” da música clássica sobem ao palco da Casa da Música

Cinco solistas e um quarteto de cordas sobem ao palco da Casa da Música, a 19 e 20 de Maio, para interpretarem seis obras em estreia

Neste fim-de-semana, 19 e 20 de Maio, as "estrelas em ascensão" da música clássica e erudita europeia sobem ao palco da Casa da Música, no Porto. Desde 1995 que a European Concert Hall Organisation (ECHO) apresenta o programa Rising Stars, que junta talentos promissores, nomeados pelas mais prestigiadas salas de concerto da Europa. Todos os anos, programadores e directores artísticos de salas como o Barbican Centre, de Londres, e a Wiener Konzerthaus, de Viena, reúnem as propostas dos 21 membros da ECHO e dão a oportunidade a seis dos melhores músicos das novas gerações da música clássica e erudita de fazer uma digressão pelas 20 salas associadas à ECHO.

António Jorge Pacheco, director artístico da Casa da Música, afirma que este ano a selecção foi mais "rigorosa e difícil" do que o habitual, devido ao "nível excepcional" dos candidatos. Pacheco acredita que a iniciativa é "um impulso enorme para a carreira destes jovens intérpretes" e sente muito orgulho nos artistas que, por duas vezes, representaram Portugal no Rising Stars. Em 2015, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Casa da Música conseguiram nomear o Quarteto de Cordas de Matosinhos e, o ano passado, o clarinetista Horácio Ferreira, que recebeu já convites para regressar a várias salas europeias.

Este ano, cinco solistas e um quarteto de cordas sobem ao palco da Casa da Música para interpretarem seis obras em estreia, encomendadas a destacados compositores contemporâneos — para além de um reportório mais tradicional e clássico. António Jorge Pacheco destaca a diversidade de instrumentos e que considera que a iniciativa é uma "oportunidade extraordinária para o público tomar contacto com as propostas dos mais virtuosos músicos da nova geração". São seis recitais, com o trompetista Támas Pálfalvi, o percurssionista Christopher Sietzen e o quarteto Van Kuijk a subirem ao palco no sábado, seguindo-se a cantora Nora Fischer, a violetista Ellen Nisbeth e o violinista Emmanuel Tjeknavorian no domingo.