Chumbada reintegração imediata do Gil Vicente na I Liga

Decisão foi tomada na Cimeira de Presidentes, que decorreu em Coimbra.

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Pinto da Costa na Cimeira de Presidentes, em Coimbra
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Álvaro Braga Júnior, Pinto da Costa e Carlos Pereira na Cimeira de Presidentes, em Coimbra LUSA/PAULO NOVAIS

O Gil Vicente não vai regressar ao principal escalão do futebol português em 2018-19, como pretendiam os responsáveis do emblema minhoto. Isto porque a proposta foi chumbada nesta quarta-feira pelos dirigentes dos clubes presentes na Cimeira de Presidentes, no Convento de S. Francisco, em Coimbra, relegando a reintegração do clube de Barcelos na I Liga para 2019-20.

Cai, assim, por terra a possibilidade de os barcelenses voltarem à elite do futebol nacional de imediato, depois da queda na hierarquia provocada pelo caso Mateus. Um acordo com o Belenenses e com a direcção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, firmado no final do ano passado, determinou que o regresso ao escalão principal produziria efeitos em 2019-20, uma solução cujo timing não agradou aos gilistas, que pretendiam uma promoção mais célere.

“O Conselho de Presidentes decidiu manter o actual regulamento de competições em que preconiza que o Gil Vicente será integrado em 2019-20. Face às dificuldades de calendarização, não foi possível encontrar uma solução que pudesse antecipar este cenário”, justificou o presidente da LPFP, Pedro Proença, no final do encontro.

Com esta decisão, o Gil Vicente vai disputar, na próxima temporada, o Campeonato de Portugal, depois de ter sido despromovido da II Liga, prova em que ocupa a penúltima posição. A confirmar-se a promoção administrativa dos minhotos no ano desportivo seguinte, a dança das cadeiras far-se-á com a descida dos três últimos classificados da I Liga 2018-19 e com a subida dos dois primeiros do segundo escalão, aos quais se junta o Gil Vicente.

Ainda que houvesse outros pontos na agenda, foi justamente para tentar antecipar essa reintegração que se verificou o encontro desta quarta-feira, que reuniu representantes de todos os clubes profissionais, com excepção do Sporting. A rejeição do alargamento da Liga para 20 clubes já na próxima época acaba por frustrar as intenções do Gil Vicente e por cancelar a Assembleia-Geral da Liga, prevista para a próxima semana com o intuito de ratificar uma eventual aprovação da proposta.

Líderes com palavra reforçada

A segunda edição da Cimeira de Presidentes serviu também para atestar o sucesso desta iniciativa, na medida em que ficou, desde já, acordado o debate em torno da alteração dos estatutos da Liga, com o propósito de formalizar o Conselho de Presidentes, para que entre em vigor já na próxima época.

O que o organismo liderado por Pedro Proença defende é que este Conselho se torne num órgão deliberativo, composto pelo presidente da Liga e pelos presidentes das Sociedades Anónimas Desportivas, com reuniões trimestrais. Entre as competências que lhe serão atribuídas contam-se a constituição de Grupos de Trabalho e Comissões Permanentes, a sugestão de alterações regulamentares ou a ratificação de algumas decisões da direcção executiva. 

“[A inclusão do Conselho de Presidentes nos estatutos] permitirá a todos os clubes discutirem, olhos nos olhos, aquilo que são as dificuldades que todos os dias aparecem aos clubes profissionais, e essa foi a grande vitória desta cimeira”, congratulou-se Pedro Proença.