Piolho do pombo obriga a fechar unidade coronária do Hospital de Faro

Doentes foram mudados de lugar, mas "continuam a receber todos os cuidados necessários".

Hospital de Faro
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Hospital de Faro Virgílio Rodrigues / Arquivo

A presença de piolho do pombo no internamento da unidade coronária do Hospital de Faro levou ao seu encerramento, no sábado, para se proceder à desinfestação, disse este domingo fonte do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA).

A Lusa teve conhecimento de que haveria unidades fechadas no Hospital de Faro devido à existência de piolhos, e questionou o CHUA sobre a matéria, tendo fonte deste centro hospitalar reconhecido a existência de piolhos "provenientes do exterior" e a necessidade de deslocar os utentes para outra zona do Hospital de Faro para continuarem a receber os cuidados necessários.

"Durante as limpezas diárias de ontem [sábado], foi detectada a presença do piolho do pombo, proveniente do exterior, no internamento da unidade coronária, pelo que se decidiu encerrar a unidade para proceder imediatamente ao processo de desinfestação e limpeza necessárias", respondeu o CHUA por escrito.

A mesma fonte garantiu que os doentes internados nesta unidade foram transferidos "para outra enfermaria" e "continuarão a receber todos os cuidados necessários", mas não especificou quantos doentes foram afectados.

O CHUA assegurou também que "não foi posta em causa, em nenhum momento, a saúde ou a segurança" dos utentes.

A fonte do centro hospitalar do Algarve, que além de Faro inclui também os hospitais de Portimão e Lagos, não esclareceu quanto tempo o serviço em causa vai estar encerrado, apenas adiantando que "será reaberto logo que terminem os trabalhos de limpeza".

Na origem da presença de piolho do pombo no hospital está, segundo o CHUA, "a existência de um grande número de pombos na cidade de Faro, nomeadamente nas imediações da unidade hospitalar". "É uma situação que o centro hospitalar tentou resolver, nos últimos anos, junto do município e da autoridade de Saúde por forma a evitar que situações como esta ocorram".