Rio com deputados na zona dos incêndios

Líder do PSD visita Arganil e reúne-se com bombeiros e com a Associação de Produtores Florestais.

Rui Rio está esta segunda-feira em Arganil visitando zonas sinistradas pelos incêndios de 2017
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Rui Rio está esta segunda-feira em Arganil visitando zonas sinistradas pelos incêndios de 2017 LUSA/RICARDO CASTELO

O presidente do PSD, Rui Rio, visita esta segunda-feira zonas ardidas nos incêndios de 2017 no distrito de Coimbra, naquela que é a sua primeira visita a localidades vítimas dos fogos do ano passado. Rui Rio será acompanhado pelo líder parlamentar, Fernando Negrão, bem como pelos deputados Rubina Berardo, Margarida Mano, Maurício Marques e outros eleitos pelo círculo eleitoral de Coimbra. A visita começa de manhã na Biblioteca Municipal de Arganil. Rui Rio reunir-se à com a Associação de Produtores Florestais e com os Bombeiros de Arganil.
Sexta-feira, reagindo ao relatório da Comissão Técnica Independente sobre os incêndios de Outubro, referindo-se à acção de limpeza das matas realizada pelo Governo e pelo Presidente da República, o líder do PSD reconheceu que a acção “tem mérito”, acrescentando porém, que “perante um relatório que responsabiliza o Governo, o Governo faz uma acção de marketing”.
No sábado, o primeiro-ministro reagiu afirmando tratar-se de uma “acção de comunicação” e o Presidente retorquiu: “Quem quer que seja governo hoje ou daqui a 4, 8, 12, 16 anos seja governo só ganha com a vitória neste combate. Quem achar o contrário é porque não tenciona ser governo tão depressa.”
Na conferência de imprensa de sexta-feira, Rui Rio afirmou, por outro lado, que o papel da oposição “é pressionar o Governo a fazer direito o que até agora fez torto”. Já sobre as conclusões do relatório advogou que elas mostram que “as populações foram deixadas ao abandono” e que “pior, ainda não foram disponibilizados os meios solicitados”. Concluindo: “Este é um ponto muito sério, morreu muita gente”.
O líder do PSD sublinhou também a necessidade de se apurarem responsabilidades criminais. “Se há ou não, não sei. Sou muito exigente na diferenciação entre responsabilidades políticas e criminais”, rematou.