Zines R Us no Festival Feminista de Lisboa

A Feira de Zines – Zines R Us – conta com Ilustração, Edições Independentes, em jeito de comunidade “faz tu mesmo”, e surge com o propósito de possibilitar notoriedade a artistas, editoras de mulheres, pessoas LGBTQ, não binárias e feministas.

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Arrancou a 3 de Março, em Lisboa, a 1º edição do Festival Feminista. O espaço associativo MOB, local aberto à comunidade, junto ao Intendente, conta já com uma programação recheada em termos de workshops, concertos, debates, conversas, teatro, exposições, sessões de cinema e uma mostra de zines – prolonga-se tudo até 25 de Março.

O festival é uma extensão do encontro, a 12 de Março de 2015 no Porto, de um grupo de mulheres que se reuniu para receber a Caravana Feminista na sua passagem por Portugal. Movimento organizado por  vozes femininas, de diferentes idades, raças e classes, a Caravana Feminista partiu de Nusaybin – território Curdo – com o objectivo de documentar as diferentes lutas das mulheres contra a opressão, xenofobia, racismo, e a sua resistência à sociedade patriarcal. O FFLx herda esse legado, partilhando esses ideais e traduz-se assim num movimento feminista, anti-racista, anti-lgbtq-fobia e anti-capitalista. Propõe-se fazer uso da sua voz e de ferramentas artísticas como arma de “desconstrução pacífica”, segundo a organização na plataforma de divulgação do evento. Numa agenda multifacetada, podemos visitar já este fim-de-semana, de 10 a 11 de Março, uma das actividades que tem lugar num espaço ecléctico, já referência da linha verde do Metropolitano de Lisboa, o hot spot da Rua Regueirão dos Anjos, espaço transversal em termos culturais. A Feira de Zines – Zines R Us – conta com Ilustração, Edições Independentes, em jeito de comunidade “faz tu mesmo” e surge com o propósito de possibilitar notoriedade a artistas, editoras de mulheres, pessoas LGBTQ+, não binárias e feministas.

Para além das várias bancas que estarão à disposição do público, haverá lugar para uma Exposição Colectiva, e a exibição do documentário, dia 11 às 20h, Women Art Revolution, seguido de uma conversa. Privilegiando a representatividade, a diversidade e a liberdade de expressão artística, podemos encontrar na sua maioria projectos de selo português, como a Cuntroll Zine, CRAVO.zine, e ainda editoras independentes como o Clube do Inferno ou a SAPATA Press. Para mais detalhes da programação aconselha-se a consulta da página oficial do festival, que ocupa outros espaços, como a Disgraça, Livraria Ler Devagar, BUS – Paragem Cultural, Traça, Bar Irreal, entre outros.