A obsessão pela originalidade

Todos queremos ser originais, singulares, únicos. Passamos o tempo hoje a discutir semelhanças, remisturas, apropriações ou plágios, sem muitas vezes distinguirmos o que é o quê. Continuamos imersos no ideal romântico da originalidade ou da genialidade, como se existissem alguns de nós que habitassem numa esfera à parte, quando afinal encontrar a nossa própria voz implica adoptar e abraçar filiações, comunidades e discursos. Não se inventa a partir do nada, mas a partir do caos de referências que nos circundam. Às vezes parece que nos esquecemos, tal o esforço de projectarmos uma identidade exclusiva, mas somos todos diferentes.

A obsessão pela originalidade é o tema do nono Catinga, programa semanal, de Nástio Mosquito e Vítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta. Catinga é isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através das conversas.

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PÚBLICO -
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Créditos:

Jingle – Apache

Fotografia – Tiago Maya