Cartas ao director

O congresso do PSD e o futuro

A estratégia de Rui Rio para conquistar os portugueses faz lembrar o provérbio “é muito mal de contentar quem quer sol na eira e chuva no nabal ”. Do 37.º Congresso do PSD não saiu uma única ideia que deixe os portugueses expectantes. A dança de cadeiras dos “laranjinhas” é um exemplo para o congresso do CDS que se aproxima. O CDS está mais bem servido com Assunção Cristas do que o PSD com Rui Rio. Enquanto o PSD quer conquistar eleitorado ao PS, o CDS prepara-se para dar um tiro no porta-aviões social-democrata. Enquanto a “ménage à trois” parlamentar está para durar, o Estado prepara-se para injectar mais umas centenas de milhões de euros no Novo Banco.

Ademar Costa, Póvoa de Varzim

A entrevista do Prof. Cavaco

Cavaco Silva foi o primeiro-ministro que beneficiou da conjuntura nacional e internacional mais favorável, tendo como nenhum outro estabilidade governativa e oportunidade para modernizar e desenvolver o país.

É inegável que a sua visão de transformar Portugal num país de serviços e grandes obras públicas, desinvestindo brutalmente nos sectores primário e secundário, estava errada. Que com ele tive início o aumento injustificado e incomportável dos gastos com a função pública. Que criou rendas e benesses e se mostrou incapaz de evitar o aproveitamento, em muitos casos desonesto, da coisa pública, por parte de muitos dos que o rodeavam.

Já como Presidente da República, e não obstante a sua formação de base, foi incapaz de prevenir, atenuar ou mesmo alertar o país quer para os problemas do sistema bancário, quer para o total descontrolo das contas públicas que veio a resultar na necessidade de resgate internacional em 2011. Não vou citar o emérito rei Juan Carlos de Espanha, mas não entendo por que continuam a fazer-lhe perguntas...

Fernando José Carvalho, Porto

Pessoas e números

Algo vai mal no país quando, não obstante os números do crescimento económico, o desequilíbrio é notório em áreas que têm o seu reflexo no bem-estar das pessoas e onde é importante que estas tenham meios suficientes que lhes permitam viver com dignidade [...]. Decididamente isto não é o que está a acontecer no Serviço Nacional de Saúde, quando muitos se vêem confrontados com a falta de resposta dos serviços, devido aos constantes adiamentos de consultas e exames, e cujas justificações são a falta de clínicos, ou avaria nos meios técnicos, não havendo perspectiva de os utentes saberem atempadamente sobre novas datas para as consultas ou exames [...].

Qual prato da balança, existe em Portugal um enorme desequilíbrio entre aquilo que os portugueses descontam nos seus impostos e a qualidade dos serviços dos quais supostamente deveriam usufruir, chegando-se à conclusão que, face ao crescimento económico português, e às notícias que todos os dias destacam uma imagem mais positiva para Portugal, a prioridade do Governo deveria ser as pessoas e não números. 

Américo Lourenço, Sines

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