Groenewegen impõe-se com autoridade em Lagos

Tiago Machado caiu a 10km da meta e perdeu mais de sete minutos.

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O holandês Dylan Groenewegen (Lotto NL-Jumbo) mostrou porque é um dos mais fortes "sprinters" da actualidade e impôs-se na chegada a Lagos, no final da primeira etapa da Volta ao Algarve. No final de 192,6 quilómetros, que ligaram Albufeira a Lagos, o holandês somou a segunda vitória da temporada, depois do triunfo igualmente na etapa inaugural da Volta ao Dubai, com um "sprint" em que apenas o campeão francês de fundo Arnaud Demare (FDJ) o importunou.

Assim, no mesmo local onde em 2017 foi quarto, Groenewegen, desta feita, não deu hipóteses e cortou a meta em 4h47m58s, à frente de Demare e do francês Hugo Hofstetter (Cofidis). "É muito bom começar amanhã [quinta-feira] com a camisola amarela, mas a etapa é muito dura [termina em alto]. A quarta etapa também é um 'sprint' e vamos tentar outra vez", disse o holandês.

A primeira fuga da 44.ª edição da "Algarvia" começou ainda em Albufeira, logo aos dois quilómetros, com as equipas portuguesas a colocarem quatro homens na frente - Nuno Almeida (LA Alumínios), David Livramento (Sporting-Tavira), Luís Afonso (Vito-Feirense-BlackJack) e João Rodrigues (W52-FC Porto) -, aos quais se juntou o espanhol Josu Zabala (Caja Rural-Seguros RGA).

Sem que o pelotão, com várias equipas a passar pela frente, deixasse que os fugitivos tivessem uma vantagem superior a três minutos, o primeiro vencedor do dia foi o português João Rodrigues (W52-FC Porto). Praticamente a correr em casa, o jovem farense, de 23 anos, garantiu um lugar no pódio da primeira etapa, ao passar em primeiro nas duas primeiras contagens de montanha do dia, uma de quarta categoria na Aldeia dos Matos (43,9 quilómetros) e uma de terceira na Eira da Cevada (84,6).

Entre as duas contagens de montanha, o quinteto da fuga passou também isolado na primeira meta volante do dia, em Loulé, com Josu Zabala a impor-se.

Mesmo sem grande organização na frente e sem nenhuma equipa a controlar, o pelotão foi sempre mantendo a fuga controlada - a partir dos 100 quilómetros esteve sempre abaixo dos dois minutos.

Já dentro dos 30 quilómetros finais, com o pelotão a cerca de 30 segundos, Josu Zabala e Luís Afonso deixaram os restantes companheiros de fuga para trás e conseguiram, momentaneamente, aumentar a vantagem, mas acabariam por ser apanhados a 16 quilómetros da meta, pouco depois da segunda meta volante, em Odiáxere, ganha pelo espanhol.

O português José Gonçalves (Katusha-Alpecin), acompanhado pelo belga Tom Devriendt (Wanty-Group Goubert), ainda tentou a sorte, mas a Lotto NL-Jumbo acabou por acabar com a aventura a quatro quilómetros da meta.

Enquanto o seu compatriota e companheiro de equipa tentava surpreender o pelotão, Tiago Machado, duas vezes terceiro classificado na "Algarvia", caiu a 10 quilómetros do final, perdendo 7m40s para os homens da frente.

Na quinta-feira, a primeira selecção de candidatos será feita na primeira chegada em alto da Volta ao Algarve, no Alto da Fóia (Monchique), uma contagem de primeira categoria, instalada 187,9 quilómetros depois da partida na Fortaleza de Sagres.

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