Kevin Benavides obteve um feito histórico como presente de aniversário

Piloto da Honda é o primeiro argentino a liderar a classificação geral do Dakar nas motos.

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O 29.º aniversário de Kevin Benavides foi na terça-feira, mas o piloto da Honda não se terá importado muito de esperar uns dias para receber o presente de aniversário: tornou-se no primeiro argentino a ocupar a liderança da classificação geral do Dakar nas motos, após uma etapa em que foi segundo, perdendo apenas 30 segundos relativamente a Antoine Méo (KTM), vencedor do dia. “É um sonho ser líder da geral. Agora temos de levar as coisas tranquilamente, ir passo a passo... Vamos ter etapas muito duras e interessantes, e cada vez mais perto da Argentina”, sublinhou Benavides (também tem o irmão Luciano a correr o Dakar, mas pela KTM) à chegada a La Paz, onde havia chuva e frio a receber a mítica prova de todo-o-terreno, mas também protestos. Registaram-se confrontos entre manifestantes e polícia, que recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar a manifestação em que se contestava a presença do Dakar na Bolívia: “Queremos hospitais, não o Dakar”.

Em termos desportivos, a sexta etapa do Dakar 2018 também acabou por ser ligeiramente diferente do planeado para as motos, com a anulação da primeira parte da tirada que ligou Arequipa a La Paz. Em vez dos 313 quilómetros cronometrados previstos, os pilotos completaram apenas 194, a partir das margens do lago Titicaca até à capital boliviana, onde hoje se cumpre um dia de descanso. Antoine Méo foi o mais rápido do dia, superando Kevin Benavides e Toby Price (KTM), ambos a 30 segundos. Tendo partido na liderança, Adrien Van Beveren (Yamaha) não conseguiu melhor do que a décima posição na etapa, a 3m27s de Méo, e cedeu a liderança a Benavides, que tem quase dois minutos de vantagem.

Nos carros, onde o percurso da especial se manteve inalterado (com uma passagem a 4700 metros de altitude pelo meio), também houve um feito histórico: Carlos Sainz (Peugeot) venceu a etapa e chegou aos 30 triunfos em tiradas daquele que é considerado o rali mais duro do mundo. O espanhol que participa no Dakar pela 11.ª vez — venceu em 2010, pela Volkswagen — andou o dia todo na frente e não deu hipóteses à concorrência, retirando pouco mais de quatro minutos à liderança de Stéphane Peterhansel na geral. O francês terminou a etapa em segundo lugar, completando a “dobradinha” da Peugeot, e mantém-se tranquilo na frente.

Sainz era o único dos pilotos oficiais da Peugeot que ainda não tinha vencido uma etapa no Dakar 2018 (Cyril Despres ganhou a segunda, Sébastien Loeb, que já abandonou o rali, ganhou a quarta, e Stéphane Peterhansel arrebatou a quinta). A Toyota, principal concorrente da marca francesa, viu Bernhard ten Brinke, o mais bem classificado dos seus pilotos, perder tempo.