Um Brahimi a cem à hora alimentou a alma do líder

FC Porto esteve, pela primeira vez, em desvantagem no campeonato, mas reagiu com autoridade absoluta. Aboubakar e Marega mantiveram o instinto goleador

Brahimi
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Brahimi LUSA/JOSE COELHO
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A festa de um dos golos dos jogadores do FC Porto LUSA/JOSÉ COELHO
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Sérgio Conceição LUSA/JOSÉ COELHO
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O Vitória esteve em vantagem no Estádio do Dragão LUSA/JOSÉ COELHO
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Lance do jogo entre o FC Porto e o V. Guimarães LUSA/JOSÉ COELHO

O FC Porto concluiu neste domingo a primeira volta na liderança do campeonato, garantida após mais um triunfo, desta vez sobre o Vitória de Guimarães (4-2) e que, sem oferecer discussão, chegou a prolongar o estado de nervos que o Dragão viveu no jogo com o Feirense, da jornada anterior.

No regresso a casa, Sérgio Conceição disse-se preocupado, e o golo de Raphinha veio reforçar o sentimento de desconfiança do técnico. Não por suscitar dúvidas relativamente ao posicionamento do avançado do Vitória, mas por provocar uma alteração súbita de humor entre os portistas, que pela primeira vez na época se viram forçados a recuperar de uma desvantagem em jogos do campeonato.

Os portistas, que entraram a cem à hora, com Marega a deixar escapar logo aos 20 segundos uma oportunidade servida em bandeja pelo argelino Brahimi, foram repentinamente invadidos por um sentimento que poderia ter sido aplacado pelo VAR, que não se pronunciou nos dois lances reclamados por Marega na área do Vitória, com Jubal e Marcos Valente a condicionarem a movimentação do maliano.

Sem penáltis, o FC Porto viu-se obrigado a acelerar, precisamente o que falhou no golo consentido aos minhotos, em que ninguém pressionou o portador da bola, Victor Garcia. Foi o suficiente para apanhar Ricardo sem reacção, que permitiu a entrada, nas suas costas, de Raphinha.

O golo afectava claramente o equilíbrio portista, patente na precipitação das acções que se seguiram numa busca desesperada pela igualdade. Vulnerabilidade que o Vitória também não teve capacidade para explorar num momento de perda de autoridade dos “dragões.

O Vitória manteve, contudo, a vantagem preciosa até ao intervalo, apesar de todas as investidas de Brahimi que, no centésimo jogo ao serviço do FC Porto, fez questão de travar as intenções do opositor.

Na segunda parte, Brahimi catapultou a equipa para uma exibição imparável. O Vitória resistiria menos de dez minutos à avalancha portista e viu Aboubakar romper todos os bloqueios, inclusive os do próprio FC Porto, que passou de um estado pré-depressivo para uma espécie de recreio no qual Brahimi recuperou a alegria com um golo que acabou com quaisquer possibilidades de reacção dos minhotos.

Óliver, titular depois de longa travessia do deserto, foi dos que mais beneficiaram, embora a pedra de toque tenha sido introduzida por Hernâni, um ex-vitoriano que se reencontrou com o seu melhor futebol. O extremo rendeu o apagado Corona e activou o instinto goleador de Marega, que bisou, elevando o espírito do “dragão” a um patamar que ao intervalo ninguém descortinava. O Vitória teve o seu prémio de compensação num erro de Reyes, com Heldon a fechar a noite com o 4-2.

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