Portuguesa assassinada em Moçambique. Corpo será trasladado na próxima semana

Vítima trabalhava numa empresa portuguesa na jurisdição consular da Beira. José Luís Carneiro diz que ainda "há um conjunto de diligências de investigação em curso".

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Mulher trabalhava numa empresa a operar na Beira Agnieszka Flak/Reuters

O corpo da cidadã portuguesa morta em Moçambique já pode ser trasladado para Portugal, uma vez que as autoridades já concluíram a autópsia, disse neste sábado à agência Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

"Recebemos o relatório da autópsia que permite libertar o corpo", afirmou José Luís Carneiro, sublinhando que a cidadã portuguesa que trabalhava numa empresa portuguesa na jurisdição consular da Beira, centro de Moçambique, estava desaparecida desde a noite de 28 de Dezembro.

O secretário de Estado adianta que, se tudo correr como o previsto, o corpo da cidadã portuguesa vai ser transportado para Maputo na terça-feira e, entre quarta-feira e quinta-feira, será entregue à família em Portugal.

Segundo José Luis Carneiro, a autópsia concluiu que a cidadã portuguesa foi morta por afogamento com prévio traumatismo craniano.

O secretário de Estado avançou que três cidadãos moçambicanos foram detidos por suspeitas de estarem envolvidos no sequestro e posterior assassínio desta portuguesa.

O governante disse ainda que as autoridades consulares portuguesas estão em contacto com a família e com a empresa onde trabalhava a portuguesa, que vai assumir as responsabilidades da sua trasladação, enquanto os serviços consulares vão ficar com toda a responsabilidade da emissão dos documentos necessários, nomeadamente isenção dos emolumentos consulares.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apresentou condolências à família da cidadã portuguesa assassinada em Moçambique, refere uma nota divulgada neste sábado pela Presidência da República.

De acordo com a nota, Marcelo Rebelo de Sousa falou na manhã deste sábado "com a família de Inês Botas, a cidadã portuguesa raptada e assassinada em Moçambique, onde trabalhava ao serviço da empresa Ferpinta".

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