Os burros mirandeses estão em vias de extinção e tu podes apadrinhar um

Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) promove campanhas de apadrinhamento de burros de Miranda desde 2005. Com 30 euros por ano podes apadrinhar um deles

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Cláudia Costa

A Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) está, mais uma vez, à procura de padrinhos e madrinhas para os burros de raça mirandesa que tem ao seu cuidado. O valor mínimo para apadrinhar um dos doze animais, “considerados património genético, ecológico e cultural único de Portugal” e que estão em vias de extinção, é de 30 euros por ano. Além de um certificado e de uma fotografia do “afilhado”, depois do apadrinhamento é possível visitar o burro escolhido no Centro de Valorização do Burro de Miranda (CVBM), em Atenor, Miranda do Douro, sempre que quiseres, explica Joana Braga, da organização.

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Já se a contribuição for da parte de uma instituição ou empresa, o valor mínimo é de 250 euros. Este Natal a AEPGA voltou a disponibilizar pacotes oferta, “uma alternativa de presente” com valores entre os 35 e os 40 euros, que, além do certificado de apadrinhamento, incluem também um saco de pano e um íman de cortiça, ou um mealheiro, por exemplo.

Os interessados podem visitar o CVBM para conhecer os diferentes animais ou aprender mais sobre as suas características — que incluem o “cognome”, a “habilidade especial” e a “peripécia do ano” —  na página da associação. A inscrição é feita através de um formulário online e o pagamento deve ser efectuado por cheque ou transferência bancária.

A AEPGA foi fundada em 2001 e é uma associação sem fins lucrativos para proteger e promover o burro de Miranda. A associação desenvolve estas campanhas de apadrinhamento desde 2005 com o objectivo de reunir fundos para assegurar o bem-estar dos animais ao seu cuidado. Quem contribui está a ajudar a assegurar serviços veterinários e logísticos, a apoiar todo o trabalho de campo e a patrocinar a dinamização de actividades de sensibilização e investigação da raça.

Desde o primeiro ano,  já se inscreveram 1200 pessoas nas campanhas de apadrinhamento que “têm tido um crescimento exponencial”, garante Joana Braga.